LIMITE ZERO

O sistema havaiano secreto para prosperidade, saúde, paz, e mais ainda...

Joe Vitale & Ihaleakala Hew Len

Onde começa a Paz

A querida Morrnah Nalamaku Simeona, criadora e primeira mestre principal do Ho’oponopono da Identidade Própria, tinha na sua mesa uma placa com os dizeres: “A paz começa comigo”. 

Fui testemunha dessa  paz além de todo o entendimento no período em que trabalhei e viajei com ela. 

Foi uma enorme sorte e honra para mim ter recebido o treinamento de Morrnah em novembro de 1982  e ter permanecido ao lado dela durante uma década. Estou feliz com o fato de que, com a ajuda do meu amigo dr. Joe Vitale, esta mensagem possa agora alcançar o mundo. 

Mas a verdade é que ela só precisa alcançar você, através de mim, pois somos todos um só e tudo acontece interiormente. 

Paz do Eu,

Ihaleakala Hew Le, PhD

Presidente Emérito do Conselho

The Foundation of I, Inc. Freedom of the Cosmos

www.hooponopono.org

www.businessbyyou.com

“O Universo começou quando o nada via a si mesmo no espelho.”

Tor Norretranders, The User Illusion

 

Definição de Ho’oponopono

“È um processo de nos desfazermos das energias tóxicas que existem dentro de nós para possibilitar o impacto de pensamentos, palavras, realizações e ações Divinos”.

Em poucas palavras, ho’oponopono significa ‘reparar’ ou ‘corrigir um erro’. De acordo com os antigos havaianos, o erro nasce de pensamentos contaminados por memórias dolorosas do passado. Ho’oponopono oferece uma maneira de liberar a energia desses pensamentos dolorosos, ou erros, que podem causar o desequilíbrio e a doença. 

Conduzo a minha vida e os meus relacionamentos de acordo com as seguintes constatações:

1. O universo físico é uma manifestação dos meus pensamentos.

2. Se os meus pensamentos são destrutivos, eles criam uma realidade física destrutiva.

3. Se os meus pensamentos são perfeitos, eles criam uma realidade física repleta de AMOR.

4. Sou 100% responsável por criar o meu universo físico do jeito como ele é. 

5. Sou 100% responsável por corrigir os pensamentos destrutivos que criam uma realidade enferma.

6. Não há o lá fora. Tudo existe como pensamentos na minha mente.

 

“Quem olha do lado de fora, sonha;

Quem olha do lado de dentro, desperta”.

 

                                                                  Carl Jung

 

 

“A paz começa comigo.”

A humanidade acumulou memórias que viciam e nas quais os outros são percebidos como necessitando de ajuda e assistência. A Identidade Própria por meio do Ho’oponopono consiste em liberar as memórias dentro do nosso subconsciente que dizem que os problemas estão “lá fora” e não do lado de dentro. 

Todos chegamos aqui com as nossas “antigas aflições renovadas” já prontas. As memórias dos problemas não têm nada a ver com pessoas, lugares ou situações. São oportunidades para que fiquemos livres. 

 

Se estivermos dispostos a limpar as nossas “antigas aflições renovadas”, ficaremos bem e tudo  o mais também ficará. 

 

“A paz começa comigo”

Ihaleakala

 

 

“Todos os homens consideram os limites do seu campo de visão

como os limites do mundo.

Arthur Schopenhauer

 

A Chocante verdade a respeito das intenções

 

A nossa vida subjetiva interior é o que realmente importa para nós

Enquanto seres humanos. No entanto, sabemos e entendemos

Relativamente pouco a respeito de como ela surge e como

Funciona na nossa vontade consciente de agir.

                                                                                                 Benjamim Libet, Mind Time

 

 

O ho’oponopono é na realidade muito simples. Para os antigos havaianos, todos os problemas começam como pensamentos. No entanto, ter um pensamento não é o problema. Então  qual é o problema? O problema é que todos os nossos pensamentos estão impregnados de memórias dolorosas – memórias de pessoas, lugares ou coisas. 

O intelecto atuando sozinho não consegue resolver esses problemas, porque o intelecto apenas administra. Administrar as coisas não é uma maneira de resolver problemas. É preciso abandoná-los!

Quando fazemos ho’oponopono, o que acontece é que a Divindade pega o pensamento doloroso e o neutraliza ou purifica. Não  purificamos a pessoa, o lugar ou a coisa. Neutralizamos a energia que associamos a essa pessoa, lugar ou coisa. Assim, o primeiro estágio do ho’oponopono é a purificação dessa energia. 

 

Agora, uma coisa maravilhosa acontece. Essa energia não é apenas neutralizada; ela também é liberada, de modo que temos uma tabula rasa. Os budistas a chamam de Vazio. O passo final é permitir que a Divindade se aproxime e preencha o vazio com luz. 

Para fazer ho’oponopono, você não precisa saber qual é o problema ou o erro. Tudo que você tem que fazer é notar qualquer problema que você esteja vivenciando física, mental, emocionalmente ou de qualquer outro tipo.  Depois que você discernir o problema, a sua responsabilidade é começar imediatamente a limpar, purificar, dizendo: “‘Sinto muito. Por favor me perdoa.”

 

Qualquer pessoa disposta a ser 100% responsável por criar a sua vida da maneira como ela é de momento a momento tem uma saída para os problemas e para a doença. No antigo processo de cura havaiano do ho’oponopono, a pessoa pede ao Amor que corrija os erros dentro dela. Ela diz: ‘Sinto  muito. Por favor, me perdoe pelo que está acontecendo dentro de mim que se manifesta como o problema’. A responsabilidade do Amor é então transmutar os erros dentro da pessoa que se manifestam como o problema.

 

O ho’oponopono não encara os problemas como uma provação e sim como uma oportunidade. Os problemas  são apenas memórias reencenadas do passado que se manifestam para nos conceder mais uma oportunidade de enxergar com os olhos do amor e agir a partir da inspiração. 

 

INSPIRAÇÃO

 

A memória é pensamento; a inspiração é consentimento. Quase todos nós estamos, sem sombra de dúvida, vivendo a partir de memórias. Não temos consciência delas porque somos basicamente inconscientes, ponto final. 

 

Nessa maneira de encarar o mundo, o Divino envia uma mensagem lá de cima para sua mente.  Mas se memórias estiverem sendo reproduzidas – o que quase sempre é o caso – não conseguiremos ouvir a inspiração, que dirá agir em função dela. Como resultado, a Divindade não consegue fazer penetrar uma única palavra.

Estamos ocupados demais com o barulho que está tendo lugar na nossa cabeça para poder escutar alguma coisa. 

Na essência, existe apenas a Divindade. Esse é o estado zero onde não existe limite. 

Você receberá inspiração da Divindade. A inspiração vem do Divino, mas a memória  é um programa no inconsciente coletivo da humanidade. Um programa é como uma convicção, uma programação que compartilhamos com as outras pessoas quando a notamos nelas. O nosso desafio é remover todos os programas para voltarmos ao estado zero, no qual a inspiração pode surgir. 

 

Quando você detecta uma coisa de que não gosta em outra pessoa, ela também está em você.  A sua tarefa é purificá-la. Quando você fizer isso, ela também deixará a outra pessoa. Na realidade, com o tempo ela abandonará o mundo. 

 

EU TE AMO

 

“Nada que seja perfeito, completo e certo para você pode lhe ser negado  quando você é o seu Eu em primeiro lugar. Ao ser o seu Eu em primeiro lugar, você automaticamente experimenta a perfeição sob a forma de Pensamentos, Palavras, Realizações e Ações Divinos. Ao permitir que os seus pensamentos tóxicos venham em primeiro lugar, você automaticamente experimenta a imperfeição sob a forma de doença, confusão, ressentimento, depressão, reprovação e pobreza”. 

Dr. Ihaleakala Hew Len

 

 

O que acontece na sua alma de momento a momento acontece em todas as almas no mesmo momento. É maravilhoso perceber isso. Mais maravilhoso, contudo, é compreender que você pode apelar para o Divino Criador e pedir que ele elimine essas memórias da sua mente subconsciente e substitua-as na sua alma, e na alma de todas as pessoas, por pensamentos, palavras, realizações e ações da Divindade.

 

UMA REFEIÇÃO COM O DIVINO

 

O Ho’oponopono Atualizado é um processo de arrependimento, perdão e transmutação, é uma súplica ao Amor para que anule as energias tóxicas e as substitua com o seu eu. O amor realiza isso circulando pela mente, começando pela mente espiritual, o superconsciente. Em seguida, ele passa a circular pela mente intelectual, a mente consciente, liberando-a das energias do pensamento. Finalmente, o Amor se dirige à mente emocional, o subconsciente, anulando os pensamentos de emoções tóxicas e preenchendo-os com o seu eu.

Dr. Ihaleakala Hew Len

 

 

HAVAÍ

 

Assim, se você esteve no Havaí, a palavra Há significa ‘inspiração’. Wai é ‘água’ e I ‘o Divino’. Havaí é ‘o alento e a água do Divino’. É isso que a palavra Havaí significa. A palavra Havaí é em si um processo de limpeza. 

 

Temos então a mente consciente, que os havaianos chamam de Uhane. Depois, temos o subconsciente, que os havaianos chamam de Unihipili.

Desse modo, uma das coisas mais importantes é ter consciência da pergunta: Quem sou eu? Assim, o que estamos dizendo, é que a sua identidade consiste nesses elementos da mente. Mas é importante que vocês saibam que essa mente está vazia! Assim, essa mente é Zero. Então quem são vocês? Vocês são um ser Divino – isso é zero. Mas por que vocês iriam querer ser zero?

Quando vocês são zero, tudo está disponível! Tudo! Então, agora, isso significa que vocês são criados à imagem do Divino. 

 

 

O QUE AS MENTES CÉTICAS QUEREM SABER

 

O objetivo da vida é retornar ao Amor, de momento a momento.

Para atender a esse propósito, a pessoa precisa reconhecer que

é completamente responsável por criar a sua vida do jeito como ela é.

Ela precisa compreender que são os seus pensamentos que criam a sua vida

da maneira como ela é de momento a momento. Os problemas não são

As pessoas, os lugares e as situações, mas sim os pensamentos a respeito deles.

A pessoa precisa aceitar a ideia de que não existe o ‘lá fora’.

Dr. Ihaleakala Hew Len

 

A história, como a maioria das histórias, requer esclarecimentos.

 

É verdade que:

 

1. Passei vários anos trabalhando como psicólogo, sem vínculo empregatício, no Hawaii State Hospital, um estabelecimento psiquiátrico administrado pelo Departamento de Saúde do estado do Havaí.

2. Passei três anos, de 1984 a 1987, como psicólogo da equipe, trabalhando vinte horas por semana, em uma unidade de segurança máxima para pacientes do sexo masculino que haviam praticado atos criminosos de assassinato, estupro, uso de drogas e agressão contra pessoas e propriedades. 

3. Quando ingressei na unidade de segurança máxima em 1984 como psicólogo da equipe, todas as celas de isolamento estavam ocupadas por pacientes violentos. 

4. Em qualquer dia considerado, havia na unidade vários pacientes com grilhões nos tornozelos e nos pulsos para impedir que eles praticassem atos violentos contra outras pessoas. 

5. A violência na unidade praticada por pacientes contra pacientes e contra a equipe era uma ocorrência corriqueira. 

6. Os pacientes não estavam intimamente envolvidos com os cuidados que lhes eram prestados nem com a sua reabilitação. 

7. Não havia atividades de reabilitação dentro da unidade. 

8. Fora da unidade, não havia atividades, recreação ou trabalho.

9. As visitas de familiares na unidade eram extremamente raras. 

10. Nenhum paciente tinha permissão para sair da unidade de segurança máxima sem uma autorização por escrito do psiquiatra e, quando saía, o fazia com grilhões no tornozelo e no pulso. 

11. A permanência na unidade do paciente típico era de anos, com um custo, acredito eu, em torno de 30 mil dólares por ano na época. 

12. As faltas ao trabalho por motivo de doença na equipe eram extremamente elevadas na ala. 

13. O ambiente físico da unidade era sombrio e um tanto decadente.

14. A equipe da unidade era formada basicamente por pessoas maravilhosas e dedicadas. 

15. O que acabo de escrever provavelmente é a situação típica da maioria das unidades psiquiátricas nos Estados Unidos. 

 

Quando deixei a unidade e o estabelecimento em julho de 1987:

 

1. As celas de isolamento não eram mais usadas. 

2. Não eram mais usados grilhões nos pulsos e nos tornozelos. 

3. Os atos de violência eram extremamente raros e em geral envolviam novos pacientes. 

4. Os pacientes eram responsáveis por cuidar de si mesmos, inclusive por arranjar moradia e trabalho, e contratar serviços jurídicos, antes de deixar a unidade e o estabelecimento. 

5. As atividades recreativas realizadas fora da unidade, como jog-ging e tênis, eram permanentes, e para sair para praticá-las os pacientes não precisavam da autorização de um psiquiatra nem usar grilhões nos tornozelos e nos pulsos. 

6. Tiveram início atividades de trabalho fora da unidade, como a lavagem de carros, sem que para exercê-las os pacientes precisassem da aprovação de um psiquiatra ou uso de grilhões nos tornozelos e nos pulsos. 

7. O trabalho dentro da unidade consistia em assar biscoitos e engraxar sapatos. 

8. Os pacientes estavam recebendo visitas de parentes na unidade. 

9. A falta de trabalho dos membros da equipe por motivo de doença deixou de ser um problema crônico. 

10. O ambiente da unidade melhorou enormemente devido à pintura e à manutenção, e também porque as pessoas se interessavam pelo lugar onde viviam. 

11. A equipe da unidade estava mais empenhada em incentivar os pacientes a ser totalmente responsáveis por si mesmos. 

12. O tempo de permanência dos pacientes na unidade foi enormemente reduzido, passando a ser de meses em vez de anos. 

13. A qualidade de vida tanto dos pacientes quanto da equipe mudou radicalmente, deixando de ser a de uma prisão e passando a ser a de uma família, de pessoas que se importavam umas com as outras. 

 

O que eu fiz na condição de psicólogo da equipe da unidade?

Todas as vezes que eu ia para a unidade, eu fazia o processo da Identidade Própria por meio do Ho’oponopono do arrependimento, do perdão e da transmutação, para o que quer que estivesse acontecendo em mim que eu experimentava consciente e inconscientemente como problemas antes de entrar, durante o tempo em que eu ficava lá dentro e depois que eu saía. 

Não realizei nenhum trabalho de terapia ou de orientação psicológica com os pacientes da unidade. 

Não participei de nenhuma conferencia da equipe sobre os pacientes.

Assumi completamente a responsabilidade de purificar o que havia em mim que me causou problemas como psicólogo da equipe.

 

O que Hew Len faz é simplesmente repetir ‘Eu te amo’, ‘Sinto muito’, ‘Por favor, me perdoa’ e ‘Obrigado’. Ele não diz isso para as pessoas; ele o diz para o Divino. A ideia é purificar a energia compartilhada.

 

Você não está fazendo essas declarações para ser perdoado pela Divindade; você as está fazendo para se purificar. Você as profere para a Divindade, mas a intenção é purificar você. 

Em outras palavras, o Divino já está derramando amor sobre você. Ele nunca parou. No estado zero, onde não existe limite, a descrição mais aproximada que podemos fazer é dizer que se trata de um estado de puro amor. Ele está lá, mas você não. Assim, ao dizer “Eu te amo, sinto muito, por favor, me perdoa, obrigado”, você está purificando os programas que existem em você que o impedem de estar no estado puro: o amor. 

Repetindo, o Divino não precisa que você faça ho’oponopono, mas você precisa fazê-lo.

 

A ESCOLHA É UMA LIMITAÇÃO

 

Podemos pedir à Divindade, que conhece o nosso projeto

individual, para curar todos os pensamentos e memórias

que estão nos refreando neste momento

Morrnah Simeona

 

 

A simples frase ‘Eu te amo’ contém três elementos que podem transformar qualquer coisa. Esses elementos são a gratidão, a reverência e a transmutação.

 

Nada está fora de nós. A maioria das pessoas reza como se não tivesse nenhum poder ou responsabilidade. Entretanto, no ho’oponopono, somos totalmente responsáveis. A ‘prece’ é pedir perdão pelo que quer que haja em você que causou a circunstância externa. A prece é religar-se ao Divino. O resto é acreditar que o Divino irá curá-lo. À medida que você  for ficando curado, o mesmo acontecerá com o que está do lado de fora. Tudo, sem exceção, está dentro de você. 

 

Depoimento de Omaka-O-Kala Hamaguchi – Assistente social que trabalhou com o Dr. Ihaleakala Hew Len

 

Fui a assistente social designada para a recém-inaugurada unidade forense no hospital psiquiátrico estadual do Havaí. Essa unidade se chama Closed Intensive Security Unit (CISU). Ela abrigava pacientes-detentos que frequentemente haviam cometido delitos graves e monstruosos, como assassinatos, estupro, agressão, assalto, assédio e combinações desses delitos, e também tinham sido diagnosticados com graves distúrbios mentais ou com a possibilidade de tê-los. 

Alguns dos pacientes-detentos tinham sido inocentados dos seus crimes por motivo de insanidade e condenados a permanecer naquele local; outros eram completamente psicóticos e necessitavam de tratamento, e outros ainda estavam lá para serem examinados e avaliados para que fosse determinada a sua aptidão para prosseguir (ou seja,  se eram capazes de compreender as acusações feitas contra eles e participar da própria defesa). Alguns eram esquizofrênicos, alguns sofriam do distúrbio bipolar e outros eram mentalmente retardados, ao passo que outros haviam sido diagnosticados como psicopatas e sociopatas. Havia ainda aqueles que estavam tentando convencer os tribunais de que eram uma ou todas as coisas que acabo de relacionar. 

 

Todos ficavam na unidade 24 horas por dia e só tinham autorização para sair para consultas médicas ou sessões no tribunal, e mesmo assim escoltados e com algemas nos pulsos e nos tornozelos. Passavam a maior parte do dia em um aposento de reclusão, um quarto trancado e sem janelas. Muitos estavam intensamente medicados. 

As atividades eram poucas e esparsas.

Os “incidentes” eram ocorrências esperadas: pacientes atacando a equipe, pacientes atacando outros pacientes, pacientes atacando a si mesmos, pacientes tentando fugir. 

Assim, quando “outro daqueles psicólogos” apareceu, todos partimos do princípio de que ele tentaria agitar as coisas implementar programas avançadíssimos, e em seguida partiria quase tão rápido quanto chegara. Todos já havíamos visto esse filme.

Entretanto, dessa vez quem chegou foi o dr. Hew Len, que, além de ser uma pessoa bastante cordial, dava a impressão de não fazer quase nada.  Ele não fazia avaliações ou diagnósticos; não oferecia nenhuma terapia e não aplicava testes psicológicos. Frequentemente chegava tarde,  não comparecia às conferencias sobre os casos e tampouco participava do registro de informações obrigatório.

Em vez disso, ele praticava um processo “esquisito”  de Ho’oponopono da Identidade Própria (SIH), que tinha alguma coisa a ver com assumir completamente a responsabilidade por si mesmo, olhar somente para si mesmo, e permitir a remoção das energias negativas e indesejadas de dentro de si mesmo – vejam só. 

 

O mais estranho de tudo era o fato de que esse psicólogo parecia sempre à vontade e dava até mesmo a impressão de estar realmente se distraindo. Ele ria muito, divertia-se com os pacientes e com a equipe e parecia genuinamente gostar do que fazia.

Ao mesmo tempo, todo mundo parecia amá-lo e apreciá-lo, mesmo parecendo que ele não trabalhava muito. 

E as coisas começaram a mudar. As celas de reclusão começaram a se esvaziar; os pacientes estavam se tornando responsáveis pelas suas próprias necessidades e assuntos; também começaram a participar do planejamento e a implementar programas e projetos para si mesmos. Os níveis de medicação também estavam caindo, e os pacientes começaram a ter permissão para deixar a unidade sem estar algemado. 

 

A unidade adquiriu vida; ficou mais calma, mais leve, mais segura, mais ativa, mais divertida e mais produtiva. As plantas começaram a crescer, os problemas hidráulicos se tornaram quase inexistentes, nos incidentes de violência na unidade passaram a ser raros e a equipe pareceu mais harmoniosa, relaxada e entusiasmada. 

Duas situações específicas exerceram em mim um impacto memorável.

Havia um paciente que sofria gravemente de delírio e paranoia, tinha um histórico de violência, havia ferido com gravidade várias pessoas tanto no hospital quanto em público, do lado  de fora, e havia sido internado diversas vezes em hospitais. Ele foi enviado dessa vez para a CISU por ter cometido um crime. Eu morria de medo dele. O cabelo na minha nuca ficava em pé sempre que ele estava por perto. 

Foi então que, para minha grande surpresa, um ou dois anos depois de o dr. Hew Len ter aparecido, dei com ele caminhando na minha direção, escoltado sem algemas, e não senti nenhum arrepio na nuca. Eu me senti como se estivesse apenas observando, sem fazer nenhum julgamento, até mesmo quando passamos um pelo outro com o nosso ombro quase se tocando. A minha reação habitual de estar pronta para correr não se manifestou. Na realidade, reparei que ele parecia calmo.  Eu não estava mais trabalhando na unidade naquela ocasião, mas eu tinha que descobrir o que havia acontecido. Soube que ele já estava fora da cela de reclusão e sem usar algemas havia algum tempo, e a única explicação era que alguns dos membros da equipe estavam praticando o ho’oponopono que o dr. Hew Len compartilhava com eles. 

 

A outra situação teve lugar enquanto eu estava assistindo ao noticiário na televisão. Eu tinha tirado um dia de folga para cuidar da minha saúde mental, ficando afastada do trabalho e relaxando. O comparecimento ao tribunal de um paciente da CISU que havia molestado e assassinado uma menina de três ou quatro anos de idade apareceu nas notícias. Esse paciente fora hospitalizado por ter sido considerado incapaz de se defender das acusações apresentadas contra ele. Ele foi examinado e avaliado por vários psiquiatras e psicólogos, e recebeu uma série de diagnósticos que, naquela época, provavelmente teriam conseguido inocentá-lo por motivo de insanidade. Ele não teria tido que ir para a prisão e teria ficado confinado ao ambiente menos restritivo do hospital estadual com a chance de uma liberdade condicional. 

O dr. Hew Len havia interagido com esse paciente que, com o tempo, pediu que lhe ensinassem o processo do Ho’oponopono da Identidade Própria. Ao que consta, ele praticou de forma muito persistente e regular, compatível com a sua condição de ex-oficial dos fuzileiros navais. A essa altura, ele fora considerado apto para se defender e foi então marcada uma audiência no tribunal para que ele fizesse a sua contestação.  

Embora quase todos os outros prisioneiros e os seus advogados houvessem optado por se declarar inocentes por motivo de insanidade e provavelmente sempre o fariam, não foi o que esse paciente fez. Na véspera do dia em que estava marcado o seu comparecimento ao tribunal, ele dispensou o advogado. Na tarde seguinte, ele se postou no tribunal diante do juiz e proclamou com humildade e remorso: “Sou responsável e lamento o que fiz”. Ninguém esperava por isso. O juiz levou alguns instantes para entender o que acabara de acontecer. 

O tom de voz do juiz e dos advogados era agora suave, e todos os que o cercavam pareciam estar olhando para ele com u sorriso afetuoso. Foi um momento importante.  

Assim, quando o dr. Hew Len perguntou certa tarde se alguns de nós gostaríamos de saber mais a respeito desse ho’oponopono depois do jogo de tênis, aceitei de imediato, esperando ansiosa que o jogo começasse e acabasse. Quase vinte anos se passaram, e ainda tenho profunda admiração pelo que vim a saber depois que era a Divindade atuando através do dr. Hew Len no Hawaii State Hospital. 

Paz, 

 

“Está concluído”, declarou Morrnah sem ser enfática.

“O que está concluído?”  Perguntei.

“O seu trabalho no Hawaii State Hospital está concluído.”

Embora eu sentisse o caráter final do seu comentário naquele dia de verão de julho de 1987, retruquei: “Tenho que dar a eles duas semanas de aviso prévio”. É claro que isso não aconteceu. Nunca foi sugerido que eu fizesse isso. E ninguém no hospital mencionou essa possibilidade. 

Não voltei ao hospital, nem mesmo quando fui convidado  para a minha festa de despedida. 

Vivi em estreito contato com a equipe, os pacientes, as regras, as políticas, as panelinhas e as forças visíveis e invisíveis na ala durante três anos, 20 horas por semana. 

Eu estava lá quando as celas de reclusão, as algemas, a medicação e outras formas de controle eram modos de operação regulares e aceitáveis. 

Eu estava lá quando o uso das celas de reclusão e de algemas simplesmente se evaporaram em algum momento. Quando? Ninguém sabe. 

A violência física e verbal também se evaporou quase completamente. 

A redução no uso de medicamentos ocorreu por si só. 

Em algum momento, sabe-se lá quando, os pacientes passaram a deixar a unidade para atividades de recreação e de trabalho sem grilhões de metal e sem necessitar de autorização médica. 

A mudança na ala de um lugar desequilibrado e tenso para um local tranquilo ocorreu de forma simples e sem esforço consciente.

A mudança da ala de um lugar que tinha uma carência de pessoal crônica para um local com excesso de funcionários simplesmente aconteceu. 

De  fato, eu não oferecia terapia. Não aplicava testes psicológicos. Não comparecia às reuniões da equipe sobre os pacientes. No entanto, eu estava intimamente envolvido com o funcionamento da ala. 

Eu estava presente quando surgiu o primeiro projeto de trabalho dentro da ala: assar biscoitos para vender para fora. Eu estava presente quando apareceu a primeira atividade fora da ala: lavar carros. Eu estava presente quando o primeiro programa de recreação fora da ala teve início. 

Não deixei de executar as funções habituais do psicólogo da equipe por sentir que eram inúteis. Eu simplesmente o fiz por motivos desconhecidos. 

Entretanto, eu percorria a ala e participava da preparação dos biscoitos, do jogging e das partidas de tênis fora da ala. 

Porém, mais do que tudo, eu fazia a minha limpeza antes, durante e depois de cada visita à ala, todas as semanas, durante três anos. Eu purificava tudo que estivesse acontecendo em mim relacionado com a ala todas as manhãs e todas as noites, e também quando qualquer coisa a respeito da ala me vinha à cabeça. 

Obrigado.

Eu te amo.

Paz do Eu, 

 

Ihaleakala

 

OS TRÊS ESTÁGIOS DO DESPERTAR

 

A minha tarefa aqui na terra é dupla. A primeira é fazer reparações.

A segunda é despertar pessoas que possam estar adormecidas.

Quase todo mundo está adormecido! A única maneira pela qual

posso despertá-las é trabalhando em mim mesmo.

 

Dr. Ihaleakala Hew Len

 

Quando abandonamos o ego e os desejos do ego, permitimos que algo melhor nos oriente: o Divino.

Este novo eu, e esta nova maneira de ver as coisas, faz parte da minha vivificação. É claro que essa transformação não aconteceu da noite para o dia. No entanto, ao dizer “Eu te amo” e fazer as outras declarações, fui conduzido a uma percepção consciente mais profunda, que alguns poderiam chamar de despertar, talvez até de iluminação. Vim a compreender que esse despertar encerra pelo menos três estágios, que são praticamente um mapa da jornada espiritual da vida. Esses estágios são os seguintes:

 

1. Você é uma vítima.  Praticamente todos nós nascemos sentindo que somos impotentes. A maioria permanece dessa maneira. Achamos que o mundo deseja nos prejudicar: o governo, os vizinhos, a sociedade, os caras maus, seja qual a forma que eles pareçam assumir. Sentimos que não temos nenhuma influência. Somos o efeito da causa do resto do mundo. Nós nos queixamos, reclamamos, protestamos e nos reunimos em grupos para lutar contra aqueles que nos controlam. 

2. Você está no controle. Em algum momento você assiste a um filme profundamente transformador, como O Segredo, ou lê um livro, como The Attractor Factor ou The Magic of Believing e desperta para o seu poder pessoal. Você percebe o poder de definir intenções. Compreende o poder que tem de visualizar a coisa que você deseja, entrar em ação e consegui-la. Você começa a vivenciar um pouco de mágica. Começa a experimentar alguns resultados interessantes. A vida, de modo geral, começa a parecer bastante satisfatória. 

3. Você está despertando. Em algum ponto, depois do segundo estágio, você começa a compreender que as suas intenções são limitações. Você começa a perceber com todo o seu poder recém-descoberto que você não é capaz de controlar tudo. Você começa a compreender que, quando se entrega  a um poder maior, milagres tendem a acontecer. Você começa a se soltar e a confiar. Começa a praticar, a cada momento, a percepção da sua ligação com o Divino. Aprende a reconhecer a inspiração quando a recebe, e age movido por ela. Compreende que tem escolhas, mas não o controle  da sua vida. Percebe que a coisa mais formidável que você pode fazer é concordar com cada momento. Neste estágio, milagres acontecem, e constantemente o surpreendem de assombro, admiração e gratidão.

 

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO LIMITE ZERO

A Paz para sempre, agora, eternamente e infinitamente.

Kali Maluhia  

1. Você não tem a menor ideia do que está acontecendo.

É impossível ter consciência de tudo que está acontecendo dentro e ao redor de nós, consciente ou inconscientemente.  O seu corpo e a sua mente estão se regulando neste exato momento, sem que você tenha consciência disso. E o  ar está repleto de sinais invisíveis, desde ondas de rádio a formas-pensamento, dos quais você não tem nenhuma sensação consciente. Você está na verdade ajudando a criar a sua realidade neste exato momento, mas isso está acontecendo inconscientemente, sem o seu conhecimento ou controle consciente. É por este motivo que você pode ter todos os pensamentos positivos que quiser e ainda assim estar duro. A sua mente consciente não é a criadora. 

 

2. Você não tem o controle sobre todas as coisas

Obviamente, se você não sabe tudo o que está acontecendo, você não pode controlar tudo. Achar que você pode obrigar o mundo a fazer o que você quer é uma viagem do ego. Como o seu ego não consegue ver grande parte do que está acontecendo no mundo neste momento, deixar que ele decida o que é melhor para você não é muito sábio. Você tem escolhas, mas não tem o controle. Você pode usar a mente consciente para começar a escolher a experiência que preferiria ter, mas precisa parar de pensar se ela vai se manifestar ou não, de que maneira, ou quando. O segredo é a entrega. 

 

3. Você pode curar qualquer coisa que surja no seu caminho

Qualquer coisa que surja na sua vida, independentemente de como apareceu, está disponível para a cura simplesmente porque está agora no seu radar. A suposição neste caso é que, se você pode sentir alguma coisa, você pode curá-la.  Se você a vir em outra pessoa, e ela o incomodar, é passível de ser curada. Ou então, segundo ouvi dizer, como Oprah afirmou certa vez: “Se você consegue avistá-la, você a tem”.  Você talvez não tenha a menor ideia do motivo pelo qual essa coisa está na sua vida, ou como ela apareceu, mas você não pode abandoná-la porque agora tem consciência dela.  Quanto mais você remedeia o que surge, mais livre você está para manifestar o que prefere, porque você estará libertando uma energia aprisionada para usar em outros assuntos. 

 

4. Você é completamente responsável por toda a sua experiência

O que acontece na sua vida não é culpa sua, mas é sua responsabilidade. O conceito da responsabilidade pessoal vai além do que você diz e pensa. Ele abarca as coisas que os outros dizem e pensam, e que aparecem na sua vida. Se  você assumir a total responsabilidade por tudo que aparece na sua vida, quando alguém surge com um problema, este também passa a ser seu problema. Isso está associado ao terceiro princípio, que afirma que você pode curar qualquer coisa que surja no seu caminho. Em resumo,  você não pode culpar nada ou ninguém pela sua realidade atual. Tudo o que você pode fazer é assumir a responsabilidade por ela, o que significa aceitá-la, admiti-la e amá-la. Quanto mais você remediar o que aparece, mais você ficará em sintonia com a origem. 

 

 

5. O seu bilhete para o limite zero tem impresso nela a frase “Eu te amo”

O passe que lhe consegue paz além de todo o entendimento, da cura à manifestação, é a simples frase “Eu te amo”. Dizê-la para o universo purifica tudo que existe em você, de modo que você pode vivenciar o milagre deste momento: o limite zero. A ideia é amar todas as coisas. Amar a gordura excessiva, o vício, a criança, o vizinho ou cônjuge problemático; amar tudo, enfim.  Dizer “Eu te amo” é o abre-te sésamo para experimentar o Divino. 

 

6. A inspiração é mais importante do que a intenção

A intenção é um brinquedo da mente; a inspiração é uma diretiva do Divino. Em algum momento você se entregará e começará a prestar atenção, em vez de implorar e esperar. A intenção está tentando controlar a vida baseada na visão limitada do ego; a inspiração está recebendo uma mensagem do Divino e em seguida agindo em função dela. A intenção atua e produz resultados; a inspiração atua e produz milagres. Qual das duas você prefere?

 

 

COMO CURAR A SI MESMO (OU QUALQUER OUTRA PESSOA)

E DESCOBRIR A SAÚDE, A RIQUEZA E A FELICIDADE

 

 

Aqui estão duas técnicas comprovadas de ho’oponopono para você curar a si mesmo (ou qualquer outra pessoa) de qualquer coisa que você possa notar. Lembre-se de que o que você vê em outra pessoa também está em você, de modo que toda a cura é uma cura de si mesmo. Ninguém, a não ser você, precisa executar esses processos. O mundo inteiro está em suas mãos.

Em primeiro lugar, esta é a prece que Morrnah dizia para ajudar centenas ou até mesmo milhares de pessoas. É simples, porém poderosa:

 

Divino criador, pai, mãe, filho.Se eu, a minha família, parentes e ancestrais ofendemos a ti, tua família, teus parentes e teus ancestrais com pensamentos, palavras e ações desde o início da nossa criação até o presente, pedimos o teu perdão... que esta prece limpe, purifique, liberte e secione todas as memórias, energias, vibrações e bloqueios negativos, e transmute essas energias indesejadas em uma luz pura... está feito. 

 

Segundo, a maneira de curar preferida do dr. Hew Len é dizer em primeiro lugar: “Sinto muito” e “Por favor, me perdoa”. Você diz isso para reconhecer que alguma coisa – sem que você saiba o que é – entrou no seu sistema corpo/mente. Você não tem a menor ideia de como ela entrou. Você não precisa saber. Se você estiver com excesso de peso, você simplesmente assimilou o programa que o faz ficar dessa maneira. Ao dizer “Sinto muito”, você está dizendo ao Divino que deseja o perdão dentro de si mesmo para o que quer que tenha trazido isso para você. Você não está pedindo ao Divino que o perdoe; você está pedindo ao Divino que o ajude a perdoar a si mesmo. 

 

Em seguida, você diz “Obrigado” e “Eu te amo”. Quando você diz “Obrigado”, você está expressando gratidão. Você está demonstrando a sua confiança de que a questão será resolvida para o bem maior de todos os envolvidos. A frase “Eu te amo” transmuta a energia de  emperrada em fluente. Ela o religa ao Divino. Como o estado zero é um estado de amor puro e possui limite zero, você está começando a alcançar esse estado expressando o amor.

O que acontece em seguida é da alçada do Divino. Você pode se sentir inspirado a tomar alguma medida. Seja o que for, faça-o. Se você não tem certeza de que medida deve tomar, use esse mesmo método de cura na sua confusão. Quando tudo estiver claro, você saberá o que fazer.

 

 

QUEM ESTÁ NO CONTROLE?

DR. IHALEAKALA HEW LEN

 

Amo o Ho’oponopono da Identidade Própria e a querida Morrnah Nalamaku Simeona, Kahuna Lapa’au, que tão cortesmente o compartilhou comigo em novembro de 1982.

Este artigo se baseia em ideias que escrevi no meu caderno de anotações de 2005.

 

9 de janeiro de 2005

 

Os problemas podem ser resolvidos sem que tenhamos a menor ideia do que está acontecendo! Compreender e reconhecer isso representa para mim um completo alívio e uma grande alegria.

A resolução de problemas, que é parte do propósito da existência, é no que consiste o Ho’oponopono da Identidade Própria. Para resolver problemas, é preciso lidar com duas perguntas: Quem sou eu? Quem está no controle?

Compreender a natureza do cosmo começa com o vislumbre de Sócrates: “Conhece a ti mesmo.”

 

21 de janeiro de 2005

 

Quem está no controle?

Quase todas as pessoas, inclusive aquelas que fazem parte da comunidade científica, lidam com o mundo como se fosse uma entidade física. As atuais pesquisas do DNA para identificar as causas e os remédios para as doenças do coração, o câncer e a diabetes são um excelente exemplo dessa afirmação.

 

No livro The User Illusiom: Cutting Consciousness Dowm to Size, o jornalista científico Tor Norretranders retrata uma imagem diferente da Consciência.  Ele cita pesquisas, particularmente as do professor Benjamin Libet, da Universidade da Califórnia em San Francisco, que mostram que as decisões são tomadas antes que a Consciência as tome, e que o Intelecto não está consciente desse fato, acreditando ser ele quem decide. 

Norretranders também cita uma pesquisa que demonstra que o Intelecto só tem consciência de 15 a 20 informações por segundo entre milhões que estão reagindo debaixo da percepção dele!

Se não é o Intelecto ou a Consciência, quem está no controle?

 

08 de fevereiro de 2005

 

As memórias que se repetem determinam o que a Mente Subconsciente experimenta.

A experiência da Mente Subconsciente é indireta; ela imita e ecoa as memórias que estão sendo reencenadas. Ela se comporta, vê, sente e decide exatamente como as memórias determinam.  A Mente Consciente também opera, sem que ela o perceba, por meio da repetição de memórias. Elas determinam o que ela experimenta, como revelam as pesquisas. 

 

23 de fevereiro de 2005

 

A Mente Subconsciente e a Mente Consciente, que compreendem a Alma, não geram as suas próprias ideias, pensamentos, sentimentos e ações.  Como foi observado anteriormente, a experiência delas é indireta, através de memórias que se repetem e inspirações. 

 

“Mas os homens podem interpretar as coisas de acordo com as suas convicções, sem levar em conta o propósito das coisas em si”.    (William Shakespeare)

 

É fundamental compreender que a Alma não gera experiências por si só, que ela enxerga como as memórias enxergam, sente como as memórias sentem,  comporta-se como as memórias se comportam e decide como as memórias decidem.

Ou então, como  raramente acontece, ela enxerga, sente, se comporta e decide como a Inspiração enxerga, sente, se comporta e decide!

Na resolução de problemas, é crucial perceber que o corpo e o mundo não são em si os problemas, mas sim os efeitos, as consequências, de memórias que se repetem na Mente Subconsciente! Quem está no controle?

 

Pobre alma, centro da minha terra pecaminosa,

(escrava) dos poderes rebeldes que te cercam,

Por que te dissipas interiormente e sofres privações,

Enquanto pintas as tuas paredes externas

Com tanto luxo e ostentação?

 

William Shakespeare, Soneto 146

 

12 de março de 2005

 

O vazio é a base da Identidade Própria, da Mente, do Cosmo. Ele é o estado precursor da infusão das Inspirações da Inteligência Divina na Mente Subconsciente.

Tudo o que os cientistas sabem é que o cosmo foi gerado a partir do nada, e retornará para o nada de onde ele veio. O universo começa e termina com zero. 

As memórias que se repetem tomam o lugar do vazio da Identidade Própria, impossibilitando a manifestação das Inspirações. Para remediar essa remoção para restabelecer a Identidade Própria, a Inteligência Divina precisa transformar as memórias no vazio por meio da transmutação.  

“Purifique, apague, apague, e encontre o seu próprio

 Shangri-la. Onde? Dentro de si mesmo”.

Morrnah Nalamaku Simeona, Kahuna Lapa’au

 

“Nem torres de pedra, nem muros de metal batido,

Nem masmorras mal ventiladas, nem fortes elos de ferro

Podem ser retentores da força do espírito”.

 

William Shakespeare, Dramaturgo 

22 de março de 2005 

A existência é um dom da Inteligência Divina. E o dom é concedido com o único propósito de restabelecer a identidade Própria por intermédio da resolução de problemas. O Ho’oponopono da Identidade Própria  é uma versão atualizada de um antigo processo havaiano de resolução de problemas de arrependimento, perdão e transmutação.  

“Não julgueis, e não sereis julgados. Não condeneis, e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados.”

Jesus, como relatado em Lucas: 6  

O ho’oponopono exige a plena participação de cada um dos quatro membros da Identidade Própria – a Inteligência Divina, a Mente Superconsciente, a Mente Consciente e a Mente Subconsciente – trabalhando em conjunto como uma unidade. Cada membro possui a sua parte e função única na resolução de problemas de memórias que são reencenadas na Mente Subconsciente.

A Mente Superconsciente é desprovida de memórias, não é afetada pelas memórias que se repetem na Mente Subconsciente. Ela é sempre uma só com a Inteligência Divina. A Mente Superconsciente acompanha o movimento da Inteligência Divina. 

A Identidade Própria opera por meio da inspiração e da memória. Somente uma delas, ou a memória ou a inspiração, pode estar no comando da Mente Subconsciente em qualquer momento considerado. A Alma da Identidade Própria só serve a um mestre de cada vez, em geral a memória – o espinho – em vez de a Inspiração – a rosa.

 

O vazio é o denominador comum, o nivelador, de todas as Identidades Próprias, tanto “animadas” quanto “inanimadas”. É o alicerce indestrutível e intemporal de todo o cosmo, visível e invisível!

 

 

 

As memórias que se repetem desalojam o denominador comum da Identidade Própria, afastando a Alma da Mente da sua posição  natural de Vazio e Infinito. Embora as memórias desalojem o Vazio, elas não podem destruí-lo. Como pode o nada ser destruído?

 

05 de maio de 2005

 

Para que a Identidade Própria seja a Identidade Própria a cada momento, ela requer um incessante ho’oponopono. 

 

 

12 de maio de 2005

 

A Mente Consciente pode iniciar o processo do ho’oponopono para liberar memórias ou pode mobilizá-las com culpa e pensamentos. 

 

 

Ho’oponopono da Identidade Própria (Resolução de Problemas) Transmutação por meio da Inteligência Divina.

 

Inteligência Divina

Mente Superconsciente

Mente Consciente

Mente Subconsciente

 

Para que as memórias desapareçam de uma  vez por todas, elas precisam ser purificadas e transformadas em nada de uma vez por todas. 

 

07 de fevereiro de 2006 (Um salto para 2006)

 

Aqui estão quatro processos de resolução de problemas do Ho’oponopono da Identidade Própria que podem ser aplicados para restabelecer a Identidade Própria tornando vazias as memórias que estão reencenado problemas na Mente Subconsciente.

 

1. “Eu te amo”. Quando a Alma vivencia memórias que repetem problemas, diga mental ou silenciosamente para elas: “Queridas memórias, sou grato pela oportunidade de libertar todas vocês e a mim também”. “eu te amo” pode ser repetido, em silencio, ininterruptamente. As memórias nunca saem de férias e só se aposentam se você aposentá-las. “Eu te amo” pode  ser usado mesmo que você não esteja consciente do problema. A frase, por exemplo, pode ser aplicada antes que você se envolva com qualquer atividade, como dar ou receber um telefonema, ou antes de entrar no carro para ir a algum lugar. 

 

 

2. “obrigado”. Esse processo pode ser usado com a frase “Eu te amo” ou em lugar dela. À semelhança de “Eu te amo”, ele pode ser repetido mentalmente vezes em conta. 

 

3. Água solar azul. Beber bastante água é uma prática maravilhosa para resolver problemas, particularmente se a água for água solar azul. Pegue um recipiente de vidro azul com uma tampa não metálica e encha-o com água da torneira. Coloque o recipiente de vidro azul no sol,  pelo menos durante uma hora. Depois que a água tiver sido exposta à luz solar, ela poderá ser usada de diversas maneiras. Você pode bebê-la, cozinhar com ela, enxaguar o seu corpo com ela depois do banho. As frutas e as hortaliças adoram ser regadas com água azul! À semelhança do que ocorre com os processos “Eu te amo” e “Obrigado”, a água solar azul anula as memórias que reencenam problemas na Mente Subconsciente. Então, beba à vontade!

 

4. Morangos e mirtilos. Essas frutas anulam as memórias e podem ser ingeridas frescas ou secas.

 

27 de dezembro de 2005 (Um salto de volta a 2005)

 

Há alguns meses, tive a ideia  de elaborar um glossário “falante” dos “personagens” essenciais do Ho’oponopono da Identidade Própria. Você poderá se familiarizar com eles no seu ritmo próprio.

 

Identidade Própria: Sou a Identidade Própria. Sou composta por quatro elementos: a Inteligência Divina, a Mente Superconsciente, a Mente Consciente e a Mente Subconsciente.  A minha base, Vazia e Infinita, é uma réplica exata da Inteligência Divina.

 

Inteligência Divina: sou a Inteligência Divina. Sou o Infinito. Crio Identidades Próprias e Inspirações. Transmuto memórias em Vazio.

 

Mente Superconsciente: sou a Mente Superconsciente. Supervisiono a Mente Consciente e a Mente  Subconsciente. Examino e efetuo as mudanças apropriadas na petição do ho’oponopono à Inteligência Divina iniciada pela Mente Consciente. Não sou influenciada pelas memórias que se repetem na Mente Subconsciente. Sou sempre uma com o Divino Criador. 

 

Mente Consciente: Sou a Mente Consciente. Tenho o dom da escolha. Posso permitir que memórias incessantes determinem a experiência para a Mente Subconsciente e para mim mesma ou posso dar início à liberação delas por meio do incessante ho’oponopono. Posso conectar à Inteligência Divina pedindo orientação. 

 

Mente Subconsciente: Sou a Mente Subconsciente. Sou o repositório de todas as memórias acumuladas desde o início da criação. Sou o lugar no qual as experiências são vividas como memórias que se repetem ou como inspirações. Sou o lugar onde o corpo e o mundo residem como memórias que se repetem e como Inspirações. Ou o lugar no qual os problemas vivem como memórias que reagem.

 

Vazio: Sou o Vazio. Sou o alicerce da Identidade Própria e do Cosmo. Sou o lugar onde as Inspirações brotam da Inteligência Divina, o Infinito. As memórias que se repetem na Mente Subconsciente tomam o meu lugar mas não me destroem, impedindo o influxo das Inspirações da Inteligência Divina. 

 

Infinito: Sou o Infinito, a Inteligência Divina. As Inspirações fluem de  mim como rosas frágeis em direção ao Vazio da Identidade Própria, facilmente desalojadas pelos espinhos das memórias.

 

Inspiração: Sou a Inspiração. Sou uma criação do Infinito, da Inteligência Divina. Eu me manifesto a partir do Vazio na Mente Subconsciente. Sou vivenciada como uma ocorrência nova em folha. 

 

Memória: Sou a memória. Sou um registro na Mente Subconsciente de uma experiência passada. Quando sou desencadeada, reenceno experiências passadas. 

 

Problema: Sou o problema. Sou uma memória que reencena uma experiência passada uma vez mais na Mente Subconsciente. 

 

Experiência: sou a experiência. Sou o efeito de memória que se repetem ou de Inspirações na Mente Subconsciente. 

 

Ho’oponopono: Sou o ho’oponopono. Sou um antigo processo havaiano de resolução de problemas atualizado para ser utilizado hoje em dia por Morrnah Nalamaku Simeona, Kahuna Lapa’au, reconhecida como um Tesouro vivo do Havaí em 1983. Sou formado por três elementos: o arrependimento, o perdão e a transmutação. Sou uma petição iniciada pela Mente Consciente e dirigida à Inteligência Divina para anular memórias e restabelecer a Identidade Própria. Começo na Mente Consciente. 

 

Perdão: Sou o perdão. Sou uma petição da Mente Consciente ao Divino Criador para que transforme memórias na Mente Subconsciente em Vazio. Não apenas a Mente Consciente está triste, ela também está pedindo perdão à Inteligência Divina.

 

Transmutação: Sou a transmutação. A Inteligência Divina me utiliza para neutralizar e liberar as memórias para o Vazio na Mente Subconsciente. Estou disponível para ser usada apenas pela Inteligência Divina. 

 

Eu lhe desejo paz além de todo entendimento.

O Kali Maluhia no me Oe.

A paz esteja com você.

Ihaleakala Hew Len, PhD