Mandala

“O PRINCÍPIO DE TUDO, NA EXPLOSÃO DE UM  PONTO, ONDE TUDO NASCE DESTE MESMO PONTO”. 
EM UM PONTO, O TUDO SE TRANSFORMA EM MÚLTIPLOS MOVIMENTOS CRIANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS DAS MANDALAS, REVERENCIADAS EM DESENHOS SAGRADOS, NOS LEVANDO DE VOLTA AO PONTO INICIAL DO NOSSO PRÓPRIO PONTO DIVINO INTERIOR.

O MOVIMENTO DO PONTO EMANA NOVAS FORMAS E TRAZ DE VOLTA O SEGMENTO INFINITO AO MESMO PONTO. O TUDO VAI ... CRIA FORMAS ... E VOLTA. A NATUREZA VAI ... CRIA FORMAS ... E VOLTA. AS MANDALAS SE DESENHAM PELOS MOVIMENTOS DA CRIAÇÃO DAS FORMAS ARQUITETANDO O INFINITO UNIVERSO.

MANDALAS

CONSIDERADAS JANELAS PARA A ALMA E SÍMBOLO DO PSIQUISMO HUMANO. AS MANDALAS TÊM O PODER DE NOS LEVAR À INTROSPECÇÃO NOS COLOCANDO EM CONTATO COM PROFUNDOS NÍVEIS DA NOSSA CONSCIÊNCIA.

MEDITAÇÃO

A TERAPIA COM MANDALAS, APARENTEMENTE ESTÁTICAS, MOVIMENTA ATRAVÉS DE EXERCÍCIOS VISUAIS OS QUATRO QUADRANTES CEREBRAIS, DESATROFIANDO ENERGIAS ADORMECIDAS DO FANTÁSTICO ENIGMA QUE É O CÉREBRO HUMANO.

 PRATICAR OS EXERCÍCIOS COM AS MANDALAS É ESTIMULAR O HEMISFÉRIO DO CÉREBRO EM DORMÊNCIA, E COLORIR MANDALAS É  ESTIMULAR ENERGIAS ADORMECIDAS DO INCONSCIENTE.

TRABALHAR COM MANDALAS É UM TRABALHO DE TRANSMUTAÇÃO DA ALMA ATRAVÉS DO COLORIDO, DA CRIATIVIDADE E DA DEDICAÇÃO. O ESTÍMULO AO CÉREBRO CONSCIENTIZA REGISTROS CELULARES E REFORMAS DE PENSAMENTOS. ELAS SÃO MULTIDIMENSIONAIS E NOS LEVA A CONSCIÊNCIA HOLOGRÁFICA DO TUDO.

O PRINCIPAL OBJETIVO DESTE TRABALHO É QUE TODOS POSSAMOS ENTRAR EM SINTONIA COM NOSSAS ENERGIAS DE PAZ INTERIOR E MUITO DEPENDERÁ DO AMBIENTE EM QUE NOS  ENCONTRAMOS E QUE NÓS MESMOS CRIARMOS.

 

CENTRO

• EM TUDO E  EM TODOS EXISTE UM PONTO  CENTRAL ONDE NASCE A FONTE. EM TODAS AS MANDALAS ENCONTRAREMOS ESTE PONTO ATRAINDO NOSSOS OLHOS E QUE ALI SE REPOUSEM E FIXEM.

• QUANDO NOSSOS OLHOS SE FIXAM, OS HEMISFÉRIOS SE MOVIMENTAM AO ENCONTRO DO MOVIMENTO DAS MANDALAS E SE INICIA A MAGIA DAS MUDANÇAS EM NOSSAS VIDAS.

 

MANDALA – INTEGRAÇÃO HOMEM X COSMOS

1 – MANDALA = CÍRCULO

É TÃO ANTIGA QUANTO O SER HUMANO.

- ENCONTRADA NAS PINTURAS DAS CAVERNAS.

- ALDEIAS EM FORMAS CIRCULARES.

2 – CÍRCULO – SÍMBOLO DO INFINITO – NÃO TEM PRINCÍPIO NEM FIM...

3 – COR É EMOÇÃO

- PARA CADA EMOÇÃO EXISTE UMA EXPRESSÃO DE COR.

- ATRAVÉS DAS CORES EXPRESSAMOS NOSSAS EMOÇÕES

- OBJETIVO DA TÉCNICA DE MANDALA – INTEGRAÇÃO E PAZ INTERIOR.

MANDALA COMO AUTOTERAPIA

PSIQUE FUNCIONA EM FORMA CIRCULAR (ENERGIA)

- AJUDA A ORGANIZAÇÃO E FORTALECIMENTO DO SER.

- FACILITA O CONTATO COM A NOSSA ESSÊNCIA.

- AUXILIA A CANALIZAÇÃO DE ENERGIAS CRIATIVAS.

5 – MANDALA X AUTO – CURA

LIBERANDO OS SENTIMENTOS.

6 – MANDALA X AUTO – CURA

QUEBRANDO O RACIONAL

7 – MANDALA GEOMÉTRICA

- TRABALHA O ESPÍRITO.

- LAPIDANDO O INTERIOR EM BUSCA DA PERFEIÇÃO.

- TÉCNICA: USO DE RÉGUA E OUTROS MATERIAIS ALÉM DO PASTEL A ÓLEO.

8 – MANDALAS

- OCULTAM SILENCIOSA MENSAGEM DE UMA “REVITALIZAÇÃO DO CENTRO”.

- SÍMBOLO DO COSMO EM SUA INTEIREZA, E O QUADRADO, SÍMBOLO DA TERRA E DO HOMEM FEITO MUNDO.

9 – MANDALAS

- LEVAM A UMA PURIFICAÇÃO  E SÍNTESE DE ENERGIAS DISPERSAS DA EXISTÊNCIA, AS QUAIS DEVEM CONVERGIR PARA O PROCESSO VITAL DE EVOLUÇÃO.

AS MANDALAS REPRESENTAM PARA A PSICOLOGIA TRANSPESSOAL, UMA DAS VIAS MAIS EFICAZES DE DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA.

NA TÉCNICA DA MANDALA TOMAMOS CONTATO COM OS NÍVEIS PRIMÁRIOS E ANTIGOS DO PASSADO PROFUNDO, QUE DEIXAM AFLORAR OS ESTÁGIOS EVOLUTIVOS DO EU, SEGUNDO UM PROCESSO DE INTEGRAÇÃO GRADUAL QUE PERTENCE À EVOLUÇÃO SECRETA DA ALMA.

“O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL CORRESPONDE AO DESABROCHAR DE UMA FLOR, RESULTA DA AÇÃO REVIGORADORA DO SOL, SÍMBOLO DO ESPÍRITO: ASSAGIOLI”.

10 – MANDALAS

SÃO SEGMENTOS HOLOGRÁFICOS DE TODA A ESPÉCIE DE MATÉRIA EM MOVIMENTO NO PLANETA TERRA, CONECTADA A 6a. DIMENSÃO DA AURA DO PLANETA.

11 – EM UM PONTO, O TUDO SE TRANSFORMA EM MÚLTIPLOS MOVIMENTOS CRIANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS DAS MANDALAS, REVERENCIADAS EM DESENHOS SAGRADOS, NOS LEVANDO DE VOLTA AO PONTO INICIAL DO NOSSO PRÓPRIO PONTO DIVINO INTERIOR.

12 – MANDALA 

“O PRINCÍPIO DO TUDO, NA EXPLOSÃO DE UM PONTO, ONDE TUDO NASCE DESTE MESMO PONTO”.

13 – O MOVIMENTO DO PONTO EMANA NOVAS FORMAS E TRAZ DE VOLTA O SEGMENTO INFINITO AO MESMO PONTO. O TUDO VAI...,. CRIA FORMAS..., E VOLTA. A NATUREZA VAI..., CRIA FORMAS... E VOLTA. AS MANDALAS SE DESENHAM PELOS MOVIMENTOS DA CRIAÇÃO DAS FORMAS ARQUITETANDO O INFINITO UNIVERSO.

MANDALA

REPRESENTA NÃO SÓ UMA IMAGEM DA TOTALIDADE, MAS A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DO EU COM OS MODELOS FAMILIARES E COM O AMBIENTE.

14 – MANDALAS

CONSIDERADAS JANELAS PARA A ALMA E SÍMBOLO DO PSIQUISMO HUMANO, AS MANDALAS TÊM O PODER DE NOS LEVAR À INTROSPECÇÃO NOS COLOCANDO EM CONTATO COM PROFUNDOS NÍVEIS DA NOSSA CONSCIÊNCIA. 

15 – PRATICAR OS EXERCÍCIOS COM AS MANDALAS É  ESTIMULAR O HEMISFÉRIO DO CÉREBRO EM DORMÊNCIA, E COLORIR MANDALAS É ESTIMULAR ENERGIAS ADORMECIDAS DO INCONSCIENTE.

16 – MEDITAÇÃO

A TERAPIA COM MANDALAS, APARENTEMENTE ESTÁTICAS, MOVIMENTA ATRAVÉS DE EXERCÍCIOS VISUAIS OS QUATRO QUADRANTES CEREBRAIS, DESATROFIANDO ENERGIAS ADORMECIDAS DO FANTÁSTICO ENIGMA QUE É O CÉREBRO HUMANO.

17 – TRABALHAR COM MANDALAS É UM TRABALHO DE TRANSMUTAÇÃO DA ALMA ATRAVÉS DO COLORIDO, DA CRIATIVIDADE E DA DEDICAÇÃO. O ESTÍMULO AO CÉREBRO CONSCIENTIZA REGISTROS CELULARES E REFORMAS DE PENSAMENTO. ELAS SÃO MULTIDIMENSIONAIS E NOS LEVAM  A CONSCIÊNCIA HOLOGRÁFICA DO TUDO.

18 – O PRINCIPAL OBJETIVO DESTE TRABALHO É QUE TODOS POSSAM ENTRAR EM SINTONIA COM NOSSAS ENERGIAS DE PAZ INTERIOR, E MUITO DEPENDERÁ DO AMBIENTE EM QUE NOS ENCONTRARMOS E QUE NÓS MESMOS CRIARMOS.

SÍMBOLO DO DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

FLOR DE LÓTUS

9 PÉTALAS PRINCIPAIS DISTRIBUÍDAS EM 3 GRUPOS:

1º. – CONHECIMENTO ESPIRITUAL

2º. – AMOR ESPIRITUAL.

3º. – POTÊNCIA ESPIRITUAL.

CENTRO – “JOVIANO LÓTUS – ESSÊNCIA DIVINA”.

ESSÊNCIA DIVINA

REVELA-SE QUANDO O HOMEM ESTÁ PLENAMENTE DESENVOLVIDO NO SEU ASPECTO ESPIRITUAL.

19 – CENTRO  = SINÔNIMO DE DESENVOLVIMENTO PSICO ESPIRITUAL, DE CRESCIMENTO E DE EXPANSÃO.

20 – CENTRO

- EM TUDO E EM TODOS EXISTE UM PONTO CENTRAL ONDE NASCE A FONTE. EM TODAS AS MANDALAS ENCONTRAREMOS ESTE  PONTO ATRAINDO NOSSOS OLHOS E QUE ALI REPOUSEM E FIXEM.

- QUANDO NOSSOS OLHOS  SE FIXAM, OS HEMISFÉRIOS SE MOVIMETAM AO ENCONTRO DO MOVIMENTO DAS MANDALAS E SE INICIA A MAGIA DAS MUDANÇAS EM NOSSAS VIDAS. 

- A MORADA DA DIVINDADE: ESTÁ CONTIDO DENTRO DO QUADRADO – O PALÁCIO DA EXISTÊNCIA INTERNA.

21 – CENTRO

SÓ NO DESENVOLVIMENTO CONSCIENTE DO “CENTRO” DE ONDE O UNIVERSO SE IRRADIA, SERÁ POSSÍVEL REENCONTRAR O CAMINHO QUE CONDUZA O HOMEM À SUA PLENA REALIZAÇÃO.

 

TÉCNICA DE MANDALA

• MATERIAL:

1 BLOCO GRANDE, COM UM CÍRCULO DESENHADO NO MEIO (FEITO COM UM PRATO GRANDE); 1 CAIXA DE PASTEL À ÓLEO.

• INSTRUÇÕES:

PEDIR À PESSOA QUE FAÇA UM DESENHO NÃO ESTRUTURADO, USANDO ESTE MATERIAL.

CONSTRUÇÃO DA MANDALA

• FORTALEZA CÓSMICA – PROJEÇÃO DO MAPA DO COSMO.

• TRANSMUTAÇÃO DAS FORÇAS DEMONÍACAS – REQUER O CONHECIMENTO DE FORÇAS NEGATIVAS.

FORTALEZA CÓSMICA

PROCESSO  COSMOGÊNICOS 

IDADES, ESTAÇÕES, HIERARQUIAS ORGÂNICAS.

TRANSMUTAÇÃO

IGNORÂNCIA, CIÚME, ORGULHO, LUXÚRIA E ÓDIO – ENERGIAS A SEREM LIBERADAS ATRAVÉS DA MANDALA.

PROCESSO MANDÁLICO

CENTRALIZAÇÃO – TRANSPOR ENERGIAS E DESLOCÁ-LAS A UM PONTO CENTRAL

ORIENTAÇÕES

• PONTOS CARDEAIS

• ABSORÇÃO

• MEDITAÇÃO SOBRE A MANDALA

• DESTRUIÇÃO: TRABALHA O DESAPEGO E ORGULHO.

REINTEGRAÇÃO

ESTAR INTEIRO –INTEGRAR ENERGIAS.

• ATUALIZAÇÃO

É DEIXAR O MUNDO DE FRAGMENTAÇÃO PARA A DIMENSÃO DO SER, SABER E FAZER.

PURIFICAÇÃO

LIMPEZA COMPLETA DO CORPO – JEJUM

NO PRESENTE ESTÁGIO DO PLANETA, A MANDALA REPRESENTA A SEMENTE - SÍMBOLO DE UM MUNDO MAIS ORDENADO E HARMONIZADO.

RITUAL DA MANDALA TIBETANA

PALESTRA DRA. GISLAINE MARIA D’ASSUMPÇÃO

“COMO TODOS OS RAIOS ESTÃO COLIGADOS AO FIXO E A CIRCUNFERÊNCIA DA RODA, ASSIM TODAS AS CRIATURAS, TODOS OS DEUSES, TODOS OS MUNDOS, TODOS OS ORGÃOS, TODAS AS ALMAS ESTÃO LIGADAS AQUELA  ‘ALMA ”.

UPANISHAD, 11, 5 – 15

LITURGIA DA MANDALA

• O RITO SAGRADO DA MANDALA É UMA CERIMÔNIA DE BATISMO PARA APAGAR AS MÁCULAS CONGÊNITAS, QUE FACILITA NOSSO RETORNO À CONSCIÊNCIA ESSENCIAL, A ILUMINAÇÃO OU RENASCIMENTO.

FLOR DE LÓTUS

• MANDALA INTERIOR.

• É NO ESPAÇO DO CORAÇÃO, MAGICAMENTE TRANSFIGURADO NO ESPAÇO CÓSMICO, QUE TEM LUGAR A DESCOBERTA DE NOSSA REALIDADE INTERIOR.

SELF

O CENTRO DA PSIQUE É O SELF, O PONTO DE ONDE VIEMOS E PARA ONDE VAMOS, NOSSA ESSÊNCIA, ABRANGE TANTO O INCONSCIENTE QUANTO O CONSCIENTE.

DESCRIÇÃO DA MANDALA

• 4 PORTAS VOLTADAS PARA TUDO QUE É EXTERIOR À NOSSA CONSCIÊNCIA.

• 4 GUARDIÔES DOS PORTAIS.

DESCRIÇÃO DA MANDALA

• STUPA – RELICÁRIO: CORPO DA CONSCIÊNCIA  ESSENCIAL.

• CIRCUNDADA POR FOGO – PROTEÇÃO E BARREIRA DO CONHECIMENTO QUE QUEIMA A IGNORÂNCIA, CONDUZINDO AO AUTOCONHECIMENTO.

• CINTO DE DIAMANTES – SÍMBOLO DO AUTOCONHECIMENTO – SUPREMO OU VAJRA.

• ESTÁ  FORA DO TEMPO E DO ESPAÇO.

• ESTÁ EM TODOS OS LUGARES E EM TODOS OS TEMPOS.

• SÍLABAS E LETRAS REPRESENTAM O SÍMBOLO, A MISTERIOSA MATRIZ DE SUA FORMA. 

• ESTES  MANTRAS SÃO MAIS REAIS QUE AS IMAGENS.

A MANDALA É UM GUIA DE SALVAÇÃO – ASSUME INFINITOS ASPECTOS. O MESTRE CONHECENDO O DISCÍPULO, O AJUDA NA ESCOLHA DA MANDALA.

 

ESCOLHA DA MANDALA

EXISTEM VÁRIAS MANEIRAS DE O NOVIÇO ESCOLHER A MANDALA:

1. DE ACORDO COM A FAMÍLIA A QUAL PERTENCE.

2. DE ACORDO COM O PLANO MÍSTICO COM O QUAL O NOVIÇO QUEIRA ENTRAR EM SINTONIA

3. DE  ACORDO COM AS QUALIDADES INTRÍSECAS DA PESSOA

4. PELAS TENDÊNCIAS QUE NECESSITAM SER CANALIZADAS PARA OUTRAS ATIVIDADES: PAIXÃO, IRA, CONFUSÃO MENTAL, AVAREZA.

5. PELA DEVOÇÃO PARTICULAR A ALGUMA DIVINDADE.

 

ETAPAS DO RITUAL DE MANDALA

1. PURIFICAÇÃO DO OFICIANTE ATRAVÉS DE ABSTINÊNCIA, JEJUM E BANHOS: DEVE ESTAR ESPIRITUALMENTE E FISICAMENTE PURO.

2. ESCOLHA DO LOCAL E DO MOMENTO: UM DIA PRÓPRIO E UM LOCAL SOLITÁRIO, PRÓXIMO À MARGEM DE RIO, MAR OU AO NORTE DE UMA CIDADE, CAPELA OU TEMPLO.

3. LIMPEZA DO TERRENO: LIMPO E NIVELADO, COLHE-SE TODAS AS PEDRAS, CARVÕES E RESTOS ORGÂNICOS DE MODO AA FICAR PLANO E LISO COM UMA APARÊNCIA POR ANALOGIA COM O PLANO ADAMANTINO NO QUAL A MANDALA SE TRANSFIGURA.

4. ELIMINAÇÃO DOS DEMÔNIOS COINCIDE COM A PURIFICAÇÃO DO LOCAL. EVOCA-SE A DEUSA TERRA E TOCA-SE A TERRA COM A VAJRA (DIAMANTE, INSTRUMENTO DA LITURGIA DO GRANDE VEÍCULO).

VAJRA – RELÂMPAGO E DIAMANTE

• REPRESENTADO PELA SINETA.

• VISUALIZAÇÃO: LÓTUS NO CORAÇÃO

ETAPAS DO RITUAL DA MANDALA

5 – PREPARAÇÃO DO DESENHO DA MANDALA. SÃO UTILIZADAS DUAS CORDAS, UMA BRANCA PARA TRAÇAR LIMITES EXTERNOS DA MANDALA E OUTRA DE 5 FIOS TORCIDOS, CADA UM DE UMA COR, CHAMADA CORDA DA GNOSE, PARA TRAÇAR AS FIGURAS DOS DEUSES.

6 – EVOCAÇÃO DAS 5 DIVINDADES FUNDAMENTAIS. NOS 5 PONTOS FUNDAMENTAIS E NOS 5 PONTOS INTERMEDIÁRIOS SÃO COLOCADOS VASOS ORNADOS DE FLORES E RAMOS DE ÁRVORES, COM SUBSTÂNCIAS PRECIOSAS E PERFUMADAS ATÉ AQUI A PREPARAÇÃO É FEITA PELO MESTRE, SEM A PARTICIPAÇÃO DO DISCÍPULO OU INICIANTE.

7 – CONDIÇÕES BÁSICAS QUE DEVEM SER CUMPRIDAS ANTES DE LEVAR O INICIANTE À FRENTE DA MANDALA.

• ESTADO DE GRAÇA OU PUREZA.

• O INICIANTE NÃO PODE  TER NENHUM DESEJO DE RECOMPENSA, DE PROVEITO MATERIAL OU DE RECONHECIMENTO, SEU ÚNICO OBJETIVO DEVE SER A REINTEGRAÇÃO DE SI MESMO COM BUDA.

8 – ESCOLHA DO CAMINHO ADEQUADO:

• AQUI O ADEPTO, DE OLHOS VENDADOS, É LEVADO DIANTE DA PORTA ORIENTAL (LESTE) DA MANDALA E RECEBE DO MESTRE UMA ESPÁTULA DE MADEIRA OU UMA FLOR, QUE ELE DEVERÁ JOGAR NA MANDALA. O SETOR DA MANDALA EM QUE CAIR, PRESIDIDO POR UM DOS 5 BUDAS OU POR SEUS SÍMBOLOS INDICARÁ O CAMINHO QUE LHE CONVÉM.

9 – CONFIRMAÇÃO DO BOM ÊXITO DA CERIMÔNIA:

• ESTE É UM MOMENTO FUNDAMENTAL NA LITURGIA DA MANDALA. ANTES DE ENTRAR NA MANDALA (O QUE SIGNIFICA ENTRAR EM OUTRO PLANO), SÃO SOLICITADAS PREMONIÇÕES OU SINAIS QUE CONFIRMEM QUE AS CONDIÇÕES SÃO FAVORÁVEIS.

• CONFIRMAÇÃO ATRAVÉS DO SONHO

• O INICIANTE DEVE  DEITA-SE SOBRE O LADO DIREITO COM A CABEÇA APOIADA NA PALMA DA MÃO, O MESTRE PASSA-LHE ALGUNS MANTRAS SOBRE OS QUAIS DEVEM CONCENTRA-SE. AO AMANHECER DEVE CONTAR O SONHO AO MESTRE, QUE DECIDIRÁ SE DEVE CONTINUAR OU SUSPENDER O RITUAL.

10 – ASSEGURADA A EFICÁCIA DO RITUAL, INICIA-SE A DESCIDA DA DIVINDADE; MOMENTO EM QUE A MANDALA SE TRANSFORMA NO COSMOS VIVO. O ADEPTO ESTÁ ENTÃO EM OUTRO PLANO.

11 – IDENTIFICAÇÃO COM A CONSCIÊNCIA ESSENCIAL:

• NESTE MOMENTO, CONCENTRANDO-SE O ADEPTO DEVE IMPOR UM SELO DEFINITIVO AO SEU RENASCIMENTO, QUANDO A SUA CONSCIÊNCIA PERDIDA E DESDOBRADA NO TEMPO E NO ESPAÇO, VOLTA A SER UNA E LUMINOSA.

• ASSIM, EMBORA SUJEITO AO MUNDO, O ADEPTO CRIA UM NOVO ESTADO, ATINGE OUTRO PLANO, O PLANO DA CONSCIÊNCIA ONDE SÃO PROJETADOS OS SÍMBOLOS DOS DEUSES EXPRESSOS NA MANDALA. ESTE É O ESTADO EM QUE A CONSCIÊNCIA LUMINOSA SE APODERA DA PSIQUE.

MANDALA É UM COSMOGRAMA

• 5  VASOS: UM NO CENTRO E OS OUTROS NOS 4 QUANTOS – REPLETOS DE DIVERSAS SUBSTÂNCIAS.

• É ATRAVÉS DO VASO QUE SE CUMPRE A DESCIDA DA ESSÊNCIA DIVINA.

• CENTRO – ÁXIS MUNDI

 

MANDALA

     

Gislaine Maria D’assumpção

 

Terapeuta Transpessoal, Membro da Associação for Transpersonal Phisicology

Diretora do Cosmo

Autora de “Pingo de Luz” e “De Volta à Casa do Pai”

A autora tece comentários sobra a utilização da Mandala no processo de crescimento pessoal. Ressalta a importância da mandala como instrumento para investigar e abrir o centro que une o homem às forças cósmicas. Ressalta a importância deste trabalho com pacientes terminais.

O propósito da mandala individual é estabelecer um senso de harmonia, de modo que o indivíduo sinta-se completo, sabendo que ele é parte de uma corrente maior.

No presente estágio do planeta, a mandala representa a semente-símbolo de um mundo mais ordenado e harmonizado.

Em sânscrito, Mandala, literalmente significa círculo e centro. Seu desenho tradicional sempre utiliza o círculo, símbolo do cosmo em sua inteireza, e o quadrado, símbolo da terra e do homem feito mundo.

No Tibete, a Mandala encontrou o seu maior e mais completo desenvolvimento – tanto como uma forma artística – quanto como um ritual de meditação enfatizando a meditação cósmica. O centro – a morada da divindade – está contido dentro do quadrado – o palácio da existência interna – circundado por um circulo ou séries de círculos, cada um simbolizando uma fase particular da iniciação ou nível de consciência.

No Ocidente, a reintrodução popular do conceito de Mandala se deve a Carl C. Jung, que redescobriu a Mandala como uma forma artística integrativa e terapêutica usada pelos pacientes em sua própria luta pela individuação.

Mandala, no tantrismo, é um diagrama composto de círculos e quadrados concêntricos, que representam a imagem do mundo e servem de instrumentos de meditação.

Uma Mandala consiste em uma série de formas concêntricas, sugestivas de uma passagem entre diferentes dimensões. Em sua essência a Mandala diz respeito não apenas à terra, mas ao macrocosmo e ao microcosmo, ao maior e ao menor processo estrutural. Ela é a porta entre os dois.

A Mandala é terra e homem, ambos os átomos que compõem a essência material do homem e galáxia da qual a terra não é mais do que um átomo. Através do conceito de estrutura da Mandala, o homem pode ser projetado no universo e o universo no homem. Tal interpenetração mútua é a síntese das várias tendências polarizantes agora manifestas sobre o planeta.

Essencialmente cada ser humano é uma mandala para si mesmo; mas esta mandala deve ser desenvolvida e criada outra vez por cada pessoa. Cada homem deve concentra-se, concretizar suas próprias coordenadas polares e alcançar o seu centro para abrir as energias contidas dentro dele.

A Mandala pode ser considerada como uma máquina de mudança, liberando energia em tal amplitude que, a pessoa usando e concentrando sobre ela, é capaz de se identificar com ela. Finalmente a Mandala conduz o seu usuário a uma visualização e realização da fonte de energia dentro dele mesmo.

A Mandala é tão antiga quanto o ser humano. Nas pinturas das cavernas, encontramos desenhos dos homens pré-históricos, em forma circular.

Em decorrência de estudos feitos por antropólogos em tribos “primitivas”, percebeu-se que a produção de arte em forma circular aumentava toda vez que a tribo era ameaçada, por doenças ou guerra, ou qualquer outra situação de perigo.

Os desenhos de pessoas que se encontram internadas em hospitais psiquiátricos, também apresentam, com muita freqüência, a forma circular, o que nos leva a concluir que o desenho em forma circular é a tentativa da psique humana para se organizar. Esta conclusão é também dos antropólogos que estudaram as tribos primitivas.

A expressão artística em forma circular ajuda a organização e fortalecimento da psique, além de facilitar o contato com a nossa essência ou “self”. A Mandala auxilia a canalização de energias criativas.

Cor é emoção, para cada emoção existe uma expressão de cor, trabalhando com cores para se fazer a Mandala, estamos trabalhando com nossas emoções. Quando estamos fazendo uma Mandala, expressamos através das cores, da forma, do traçado, da maneira de pegarmos o lápis, as nossas emoções e a nossa maneira de ser.

À medida que vamos desenhando, vamos nos organizando internamente, entrando em contatos mais profundos conosco mesmo, o que nos leva a atingir a Paz Interior.

Desta maneira, a Mandala é uma técnica de auto-terapia que nos leva a uma maior consciência de nós mesmo e do mundo que nos rodeia.

A Mandala como técnica terapêutica, como símbolo do “self”, promove o crescimento através da projeção simbólica da relação consciente X inconsciente.

Como um método projetivo de centrar e balancear a personalidade, é também um processo meditativo que reflete e antecipa estágios na integração do processo individual de crescimento.

A Mandala é acima de tudo um mapa do cosmos. É o universo total em seu plano essencial, em seu processo de emanação e reabsorção. É o eixo ou centro do mundo, no qual o céu repousa e firma suas raízes no substrato misterioso. É formação, transformação, eterna criação da Eterna mente.

 

A UNIVERSALIDADE DA MANDALA

 

Gislaine Maria D’assumpção

Terapeuta Transpessoal, Membro da Associação for Transpersonal Phisicology

Diretora do Cosmo

Autora de “Pingo de Luz” e “De Volta à Casa do Pai”

 

 

O mundo é uma mandala viva. Uma matriz, estrutura originária da qual e através da qual flui  uma sucessão de mudanças elementares, de vagalhões (ondas) primordiais, cada um sobrepondo o outro, em uma variedade infinita de estruturas orgânicas e impulsos corados,  pelo supremo atributo da consciência refletida. Seu fluir, embora trabalhando através de uma estrutura relativamente bem definida, está sujeito aos processos infinitos de crescimento e transformação, por mérito das relações sempre em mudanças, tanto internas quanto externas, da sua estrutura básica.

 

Uma mandala consiste em uma série de formas concêntricas, sugestivas de uma passagem entre diferentes dimensões. Em sua essência a mandala diz respeito não apenas à terra, mas ao macrocosmo, e ao microcosmo, ao maior e ao menor processo estrutural. Ela é a porta entre os dois.

 

“O homem sábio olha para o espaço e não considera o pequeno, tão pequeno, nem grande, tão grande, porque ele sabe que não há limite para as dimensões”. (Lao Tzu)

 

A mandala é terra e homem, ambos o átomo que compõe a essência material do homem e a galáxia da qual a terra não é mais do que um átomo. Através do conceito de estrutura da mandala, o homem pode ser projetado no universo e o universo no homem. Tal interpretação mútua é a síntese das várias tendências polarizantes agora manifestas sobre o planeta.          

A universalidade da mandala está em sua constante, o princípio do centro. O centro é o começo da mandala, assim como é o começo e a origem de toda forma e dos processos, incluindo as extensões (prolongamentos) de fora para dentro do tempo.

O centro é simbólico do potencial eterno. Originárias da mesma fonte inexaurível, todas as sementes crescem e se desenvolvem. Todas as células realizam as suas funções, externas ao espaço, mas também ao tempo. O centro do tempo é agora. Não há nada a não ser agora e agora é tudo, que sempre existirá. Embora nós possamos falar do passado e futuro, estes só existem por mérito do indefinível e eterno.

Em sânscrito, MANDALA, literalmente significa círculo e centro. Seu desenho tradicional sempre utiliza o círculo, símbolo do cosmo em sua inteireza, e o quadro, símbolo da terra ou do homem feito mundo. No “I Ching”, um dos mais antigos textos, este simbolismo corresponde ao “Yang”, o masculino, o originador, princípio celestial e ao “Ying”, o feminino, receptivo, princípio da terra.

No Tibet, a mandala encontrou o seu maior e mais completo desenvolvimento – tanto como uma forma artística – quanto como um ritual de meditação enfatizando a meditação cósmica. O Centro – a morada da divindade – está contido dentro do quadrado – o palácio da existência interna – circundado por um círculo ou série de círculos, cada um simbolizando uma fase particular de iniciação ou nível de consciência.

No Ocidente, a reintrodução popular do conceito de mandala se deve a Carl C. Jung, que redescobriu a mandala como uma forma artística integrativa e terapêutica usada pelos pacientes em sua própria luta pela individuação.

Mandala, no tantrismo, é um diagrama composto de círculos ou quadros concêntricos, que representa a imagem do mundo e serve de instrumento de meditação.

 

O CENTRO E AS POLARIDADES

O atributo básico pelo qual a nossa consciência se define, é aquele do contraste, como no bem conhecido símbolo do taichi, ---, modelo da natureza da nossa consciência, os dois elementos básicos, ying e yang; existem por mérito de um contraste simultâneo: eles só existem juntos e só juntos eles formam uma totalidade, simbolizada pelo círculo que os circunscreve. Nós vivemos imersos em um oceano de polaridade: vida e morte; homem e mulher; fraco e forte; alto e baixo; preto e branco. Das maneiras mais incríveis, não apenas a nossa consciência, mas a nossa linguagem tanto quanto as estruturas sociais e técnicas contemporâneas, estão baseadas por ramificações das polaridades primárias. O nosso erro é acreditar nelas como absolutas, embora definidas.

O centro e as polaridades são as chaves que abrem a porta da linguagem da mandala, como é a mandala que pode rebentar os grilhões da escravidão interna e dos conflitos do homem, guiando-o para o ponto de vista de que as várias polaridades podem ser harmonizadas. Toda a compreensão, conhecimento e princípios, baseados que são sobre a dualidade primária da consciência terrena (material), curvam-se ante o mistério do centro, o ponto a partir do qual tudo parte e para o qual tudo retorna. As polaridades do crescimento e morte, atração e repulsão de formas e forças, passado e futuro, são mantidas juntas pelo instantâneo embora eterno centro – semente – o mistério presente. E estas polaridades, são fases do espelho de variedade de crescimento e transformação transmitidas dos centros-sementes (pontos através dos quais a energia é dispersa ou focalizada, transformada ou renascida).

Centramento (concentração), cura e crescimento definem o ritmo ou processo da mandala, pela concentração de sua energia, um organismo é capaz de curar-se, crescer e expandir-se além de si mesmo. A cura e o crescimento só tem significado como respostas a estas crises que todo organismo enfrenta. Estas crises são um aspecto normal integral do progresso de vida,  definindo as funções do crescimento, tal como as juntas de um bambu definem o comprimento de uma haste.  Entretanto, é a resposta individual às crises, que determinam se a pessoa continua se desenvolvendo na direção da luz ou da sombra, em direção de uma nova capacidade aumentada de existir ou em direção à decadência. Do ponto de vista da mandala não há “bom” ou “mal” aspecto da situação, nem boas ou más experiências. Todas as experiências são iguais no sentido de que elas acontecem de qualquer modo. A tarefa do individuo não é designar definições éticas para as suas experiências, mas aceitá-las igualmente, assimilá-las e compreender a lição que elas contêm para ele.

A mandala como uma construção, habilita a pessoa a melhor aceitar as suas experiências: para isto fornece um plano ou esquema geral sobre o qual elas devem ser projetadas e planejadas em comunhão com os seus opostos ou antíteses. Desta maneira a totalidade de qualquer situação é compreendida e integrada, a união dos opostos foi encontrada e outro estágio de crescimento se inicia.

A mandala é um instrumento básico para a segunda maior fase de crescimento pela qual passam as pessoas, aquela que começa onde terminou o essencial do crescimento físico. Até o momento da maturação, a tensão básica é prestada à coordenação física do organismo, depois do pico da maturação e dos limites físicos terem sido testados, o foco da atenção lentamente se desvia para o desenvolvimento e coordenação das atividades mais intuitivas. Como um instrumento neste processo de crescimento, a interação mútua das partes componentes da mandala ajudam a pessoa a se concentrar, aumentando o seu sentido próprio de auto-relacionamento. Cada parte está relacionada e dá suporte a todas outras partes; na natureza isto pode ser observado em um bloco de neve ou em uma microscópica criatura marítima: cada parte é um todo orgânico, uma absoluta economia de forma e energia, permitindo ao ser alcançar a sua função com facilidade máxima.

Acontece com o homem o que acontece com estes organismos. Entretanto, pela complexidade do seu desenvolvimento e pela maleabilidade resultante da sua estrutura, o homem exibe uma maior capacidade de integração estrutural e possibilidades de transformação.

Essencialmente cada ser humano é uma mandala para si mesmo; mas esta mandala deve ser desenvolvida e criada outra vez por cada pessoa. Cada homem deve concentra-se, concretizar suas próprias  coordenadas polares e alcançar o seu centro,  para abrir as energias contidas dentro dele. Dito de outra forma, como disse Dane Rudhyar, cada organismo é uma focalização do universo inteiro em um dado intervalo espaço-tempo, e da mesma maneira, cada intervalo espaço-tempo é assim, uma focalização. A mandala pode ser considerada como uma máquina de  mudança, liberando energia em tal amplitude que, a pessoa usando e concentrando sobre ela, é capaz de se identificar com ela. Finalmente, a mandala conduz seu usuário a uma visualização e realização da fonte de energia dentro dele mesmo.  O princípio da mandala repousa não na sua forma externa, que é única para cada situação, mas no centro, a fonte através da qual a energia criadora da forma flui.  Estar integrada, estar inteiro, significa manter contacto com o próprio centro.  A mandala é uma técnica de centração (concentração), um processo de conscientemente seguir um caminho para o próprio centro.  Uma pessoa completamente individualizada, não importa o que possa ocorrer a ela exteriormente, é capaz de manter contato com a fonte vital de seu ser íntimo. Em um mundo que está dividido pela “Guerra Civil do Homem”, a cura é necessária para fazer a total integração. A mandala é uma técnica de integração, ela é a alquimia da reunião dos opostos. A mandala é uma visão, uma canção, uma história e uma dança – a semente infinitamente renovada que contém em seu núcleo o sonho coletivo do seu gênero, a energia vital dentro do indivíduo. O homem deve se refazer na eternidade do seu próprio corpo.

 

A MANDALA COMO UM PROCESSO VITAL

A mandala é fundamentalmente uma construção visual que é facilmente compreendida pelo olho porque corresponde à experiência visual primária tanto quanto a estrutura do órgão da visão. A pupila do olho é ela mesma uma forma de mandala simples. O olho recebe luz e projeta as suas imagens exteriores através da forma da pupila, isto é, através do centro de um círculo elementar.

A mais pura, mais simples forma é o círculo, a mais rudimentar experiência dos organismos vivos é a luz, a fonte visível da qual é o sol. Uma relação definida existe entre o modelo e função do sol, órgão da visão e da experiência da luz. O olho é o intermediário humano entre o presente da luz externa e a luz que queima dentro. Se os homens pudessem ver claramente como os videntes, não haveria necessidade de mandala, porque a experiência seria apreendida como um todo-organismo, continuamente vindo e retornando para a mesma fonte -  centro do ser. Ver é ver o todo de uma experiência, é saber. Os livros dos antigos videntes da Índia são chamados “Vedas”, um termo em sânscrito relacionado com visão e com sabedoria. O conhecimento dos antigos videntes veio de uma percepção direta da realidade: eles viram a verdade. A visão direta se tornou mais difícil de conseguir e então a mandala foi desenvolvida como um lembrete da percepção direta da realidade.

 

A MANDALA COMO FORMA ARTÍSTICA

A mandala apareceu através da história do homem como um símbolo universal e essencial de integração, harmonia e transformação. Ela dá forma à mais primordial intuição da natureza da realidade, uma intuição que é inerente a cada um de nós, dando-nos vida.  O círculo é o símbolo original, o primeiro símbolo do nada e do tudo, o símbolo do céu e o olho solar, a forma que circula tudo e além e através da qual o homem se encontra e se perde.  Nenhuma raça ficou sem mandala porque ela abrange o todo, sua fonte e seu fim.

O OLHO: É a divindade que vê tudo, a faculdade da visão intuitiva, é também o olho místico, luz, iluminação, conhecimento, a mente, a vigilância, a proteção, a estabilidade, a fixação de propósitos, mas também a limitação do visível. O “olho do coração” é a percepção, a iluminação, intuição intelectual. O olho pode também representar o andrógino como sendo formado do símbolo da fêmea, o oval e o círculo do macho. O olho é o símbolo do mal como os ciclopes, monstros de poder destrutivos, ou como o olho único da iluminação, o Olho de Deus e da eternidade ou da auto-contenção.

A CRUZ: É o símbolo cósmico por excelência. É um centro mundial e por isto um ponto de comunicação entre o céu a terra e um eixo cósmico, assim dividindo o simbolismo da árvore cósmica, da montanha, do pilar, da escada, etc... A cruz representa a Árvore da Vida e a Árvore da Nutrição. É também um símbolo universal, do arquiteto do homem, capaz de expansões infinitas e harmoniosas em ambos os planos, verticais e horizontais.

A RODA: O poder solar; no sol girando no céu, o sol é centro, com os raios da roda como seus raios. A roda é um atributo de todos os deuses do sol e os seus delegados terrestres, com o rei sol. Ele simboliza o domínio universal, a mutabilidade e a mudança no mundo manifesto; ele pode também representar o mundo de manifestação que é retratado pela circunferência como os limites da manifestação e pelo centro, como o pinto quiescente. O “móvel imóvel!, como o centro cósmico que produz a radiação.

A SERPENTE: A serpente e o dragão são frequentemente permutáveis, intercambiáveis, e no oriente não é feita nenhuma distinção entre eles.  O simbolismo da serpente é polivalente, pode simbolizar o macho, a fêmea ou a auto-criação (de criação própria). Como um matador ela é a morte, a destruição. Enrolada ela é relacionada com os ciclos da manifestação. Ela é solar e lunar, vida e morte, luz e sombra, o bom e o mal, a sabedoria e a paixão cega, a cura e o veneno, o preservador e o destruidor, e ambos o renascimento espiritual e físico. Ela é fálica, é a força pro criativa masculina, o marido de todas as mulheres, e a presença da serpente é quase universalmente associada com a gravidez. Ela pode também assimilar as características femininas do segredo, do enigmático e do intuitivo.

O PÁSSARO: Transcendência, a lama, um espírito; manifestação divina, espírito do ar, espírito da morte; ascendência ao céu; habilidade de comunicar com os deuses ou de entrar em um estado mais alto de consciência; pensamento; imaginação. Os pássaros grandes são frequentemente identificados com o solar, trovão e desuses do vento, suas línguas são acesas (iluminadas).  Os pássaros aparecem frequentemente nos galhos da Árvore da Vida com a serpente a seus pés. Esta combinação é uma união do ar e fogo, mas o pássaro e a serpente em conflito são os poderes solares na guerra. Pássaros fabulosos também representam os domínios celestiais, e a serpente, os poderes opostos. Os pássaros frequentemente acompanham o herói em sua busca do dragão, dando a ele um conselho secreto (“Um passarinho me contou”), e o herói entende a linguagem dos pássaros. Estabilidade, simboliza a comunicação celestial dos pássaros. Estabilidade,  simboliza a comunicação celestial ou a ajuda dos poderes celestiais, tais como os anjos.

UROBORUS: Representado como uma serpente ou dragão mordendo sua própria cauda. “Meu fim é o meu começo (princípio)”. Simboliza a indiferenciação, a totalidade; a unidade primordial, a auto-suficiência.  Ele motiva, une, impregna e mata a si mesmo. É o ciclo da reintegração e reintegração, o poder que consome eternamente e se renova; o ciclo eterno; o tempo cíclico; o infinito espacial; a verdade e a cognição; a união dos pais primordiais; o andrógino; as primeiras vias de água; o escuro antes da criação; a restrição do universo no caos das águas antes da vinda da luz; o potencial antes da realização.

 

MANDALA TIBETANA

Compõe-se de:

Um círculo protetor, contendo: fogo, a “vajra” e a faixa de lótus.

Quatro portões e o palácio.

No mais profundo, o lótus, que é o assento da divindade.

Nas pétalas do lótus e colocadas ao redor desta parte mais interna do quadrado, estão outras figuras representando aspectos da sabedoria, da iluminação.

O círculo mais externo simboliza a barreira de fogo que proíbe o acesso do iniciado, e simboliza o conhecimento metafísico que queima a ignorância.

À medida que o discípulo se aproxima do centro, ele se aproxima do centro do mundo. De fato, tão logo ele entra na mandala, ele está num lugar sagrado, fora do tempo, os deuses já “desceram” (ou já estão presentes).

Uma série de meditações pelas quais o discípulo é preparado antecipadamente, o ajudam a encontrar Deus em seu coração. Ele sente o espaço cósmico, então é reabsorvido por ele. Em outras palavras, ele realiza o eterno processo de criação e destruição do mundo e isto lhe permite entrar no ritmo do grande tempo cósmico do vazio. Ele quebra o “samsara” e entra no plano transcendente.

Vajra, significa ao mesmo tempo relâmpago e diamante, mas o significado de diamante é o que prevalece, para indicar justamente  a indefectibilidade da gnose e a infragibilidade da essência divina. É o símbolo da compaixão.

Existem 2 tipos de Mandala:

• As que representam o cosmo, o processo de iniciação – estas mandalas transformam as forças destrutivas em poder criativo;

• E as mandalas que transmutam o Poder Demoníaco. Exemplo: Roda da Vida.

A mandala delimita um espaço concreto e o protege da invasão das forças desintegradoras. Mas a mandala é muito mais que uma área sagrada para manter puro o ritual. Ela é acima de tudo um mapa do cosmos. É o universo total em seu plano essencial, em seu processo de emanação e  reabsorção. O universo não só em sua expansão espacial e inerte, mas como uma revolução temporal e ambos como um processo vital com o desenvolvimento vindo do princípio essencial e rodando em torno do eixo central... o eixo ou centro do mundo, no qual o céu repousa e firma suas raízes no substrato misterioso.

Mandala é: formação, transformação, eterna criação da Eterna mente.

Yantras: Instrumentos de meditação. As mandalas são Yantras, instrumentos de meditação e concentração com o propósito de atingir experiências mais profundas; ao mesmo tempo servem para produzir uma ordem mais profunda. O seu objetivo é fazer a ligação do Ego com o Self.

A mandala consiste numa séria de formas concêntricas, sugestiva de uma passagem para outras dimensões.

Através da concepção e estrutura da mandala, o homem pode ser projetado no Universo e o Universo no homem.

Fazer uma mandala é uma atividade Universal, um ritual de integração do self.

Se tudo é energia e a qualidade básica da energia é uma radiante alegria, então o universo é fundamentalmente uma canção de alegria, cheia e incandescente penetrando todos os átomos com a sua tremenda onda criativa.

No presente estágio do planeta a mandala representa a semente símbolo de um mundo mais ordenado e harmonizado.

Círculo: É o símbolo original, é o primeiro símbolo de tudo e de nada. Representa o processo natura, o cosmos total; o inconsciente e o consciente. Representa o self. Vários círculos representam outros selfs internos da pessoa, pessoas com as quais ela está identificada.

Quadrado: Se refere ao Universo percebido e projetado pelo homem. É o consciente e racional. O círculo e o quadrado juntos representam a integração destes 2 aspectos.

Apesar de ser chamada de arte sagrada ou objetiva, na realidade a Mandala é uma forma de magia. A arte como magia realizando a sua suprema função, levando uma coletividade ativa a atingir um novo nível de consciência.

Consciência: É o poder de um organismo de se ordenar, integrar e transformar-se a si mesmo.

Simbolos: O sistema simbólico existe para ajudar, desenvolver e manter, e se necessário, proteger um caminho orgânico de vida – o caminho do desenvolvimento natural.

Poder do Mundo: Todas as coisas feitas pelo poder do mundo são feitas em círculo.

Mandala: É um diagrama cósmico, coordenando o círculo de espaço e tempo, unindo o caminho do céu com o caminho da terra. Deus é uma esfera inteligente, cujo centro está em toda a parte, e cujas extremidades não estão em lugar nenhum.

As formas são os aspectos mais complicados da percepção visual, o que os olhos percebem primeiro é a luz. Aumento de luz indica o crescimento da consciência.

Raios: Mostram o alcance da consciência, podem ser uma conexão do inconsciente com o mundo.

Vermelho: Sangue e afetividade, a reação fisiológica que une o espírito à matéria.

Azul: Processo espiritual, ar.

Violeta: A sua unidade é de dupla natureza, espírito e corpo (Azul + vermelho)

Verde:  Vida em potencial, cor da sensação.

 

FUNÇÃO E RITUAL DA MANDALA

A mandala não é só para despertar ou atingir um maior grau de consciência, mas principalmente sua função é a de transformação de todos os caminhos pelos quais o homem responde ao mundo em todos os seus impulsos.  Esta é a alquimia dos símbolos, cuja fonte é o poder que reside na Mandala, a mãe de todos os símbolos. Como a matriz do sistema de símbolos, a Mandala promove somente a parte metafísica do ritual: a transmutação do homem em espiritual.

O ritual tem sido tradicionalmente a maneira de manter a atividade humana em consciente concordância com as leis da natureza. O propósito do ritual é fazer do homem um agente mais consciente das forças cósmicas. O ritual inicia o organismo numa expansão e intensifica a sua participação no trabalho do Universo. A forma geral do ritual da mandala. Entendendo a natureza da mandala, tem-se uma chave para entender o ritual como um processo universal.

Se o homem tem se alienado da “fonte”, o centro, então é função do ritual da mandala em nossos dias, ser usado como instrumento principal para investigar e abrir este centro, novamente identificando o indivíduo com as forças cósmicas e a sua fonte (fonte do indivíduo e da força cósmica).

O propósito da mandala individual é estabelecer um senso de harmonia de modo que o indivíduo sinta-se completo, tenha claridade, compaixão e alegria, sabendo através de seu trabalho que ele é parte de uma corrente maior.

Como uma verdade em todo o processo mandálico, o fim, é ambos um retorno ao centro ou princípio, e uma expansão simultânea para a periferia. No presente estágio do planeta, a mandala representa a semente-símbolo de um mundo mais ordenado e harmonizado. 

 

 

MANDALAS, SÍMBOLOS E FORMAS

Zlatica de Faria

Símbolo universal e integração, harmonia e transformação, a mandala é uma figura geométrica que tem um centro comum. É a forma propícia para englobar sistemas simbólicos de toda ordem. Uma mandala pode ser desencadeada no solo, numa dimensão que permite ao homem se movimentar dentro dela, ou então no papel numa dimensão pequena que é suporte para o pensamento. Desenhadas, pintadas, sonhadas, construídas e usadas em nossos rituais, a forma da mandala aparece em todas as culturas desde a mais remota história do homem. No Oriente, sua estrutura é comumente utilizada como forma de meditação e caminho para atingirmos outros níveis de consciência. Sua prática é milenar, focalizando o trabalho de uma pessoa ou grupo, trabalho este muito estruturado, onde toda a dialética de opostos entra em jogo.

A catedral de Brasília, o Taj Mahal da Índia, Stonehenge na Inglaterra, construído pelos antigos druidas, são edificações em forma de mandala que deixam visível uma coerente unidade da qual o homem faz parte.  Com a sua estrutura arquitetônica dentro da forma mandálica vamos encontrar inúmeros templos, pois eles representam não só um lugar sagrado, mas a entrada no Misterium Magnum. Muitas igrejas medievais tinham no seu piso um labirinto-mandala, cujo centro representava a sagrada Jerusalém. Esta forma de desenhos de labirintos simbolizava a busca do centro, o Divino.

É interessante descobrir em nosso corpo tantas formas mandálicas, como o olho, o labirinto dentro do ouvido (ouvir e entender o outro é, para muitas pessoas, como andar perdido em um grande labirinto), as linhas das mãos e dos pés, o gigantesco labirinto chamado cérebro, etc.

Para os orientais e parte da cultura ocidental, o nosso corpo sendo microcosmo é igual ao macrocosmo. A coluna vertebral é um eixo sagrado, e os centros energéticos chamados chacras são passagens obrigatórias no processo de reintegração.

No Ocidente a mandala tornou-se mais conhecida a partir dos estudos do psiquiatra suíço Karl Gustav Jung. Ele observou que seus pacientes espontaneamente desenhavam mandalas, e para Jung este tipo de desenho designa um tipo de estrutura que é uma representação simbólica do “átomo nuclear da psique humana”. É comum que esta imagem mandálica apareça quando a vida psíquica da pessoa está ameaçada, refletindo uma tendência natural de auto-cura.

Pontos em comum com o trabalho de Jung tem a Dra. Nilse da Silveira e sua equipe, no Rio de Janeiro. É dá que, atualmente, promovida pelo Museu do Inconsciente e a convite do Ministério da Cultura, está em curso a exposição de arte adequadamente intitulada: “Os Inumeráveis Estados do Ser”.  E, tanto no acervo do referido museu quanto nesta mostra atual, podemos ver nas pinturas e desenhos dos pacientes e artistas, mandalas que refletem sua busca de organização interna e cura.

Trabalhar com mandalas é um meio de conhecimentos e realização do Si, mobilizando tanto as faculdades intelectuais como as corporais e espirituais do homem.

O traço comum entre as pessoas que se expressam por meio de mandalas é a busca da integração, tanto pessoal quanto em relação ao ambiente que as cerca. Isto também é o que os cientistas nos dizem – o ecossistema.

Esta noção não significa apenas o caráter coerente e orgânico do meio onde o homem vive, significa também a semelhança entre o funcionamento deste meio e o funcionamento das pessoas, animais e vegetais que estejam dentro dele. E cada um dos quais, por sua vez, é um ecossistema onde vivem seres menores.

O tradicional desenho da mandala utiliza frequentemente o círculo (símbolo do cosmo e da eternidade), e o quadrado (símbolo da terra e do construído pelo homem), tendo sempre constante o pri8ncípio do centro, nas diferentes modalidades e formas utilizadas.  Na arte contemporânea vamos com alguns outros símbolos característicos, ocupando lugar de destaque. Estes símbolos, que podem ser utilizados de maneira consciente ou não, refletem também as transformações e características de nossa época atual.

E independentemente da linguagem usada, oriental ou ocidental, do enfoque religioso ou científico, a maneira é um instrumento precioso e belo que todos podemos utilizar e que certamente nos levará à harmonia.

 

 

MANDALA COMO AUTOTERAPIA

A mandala é tão antiga quanto o ser humano. Nas pinturas das cavernas, encontramos desenhos dos homens pré-históricos, em forma circular.

Em decorrência de estudos feitos por antropólogos em tribos “primitivas”, percebeu-se que a produção de arte em forma circular aumentava toda a vez que a tribo era ameaçada, por doença ou guerra, ou qualquer outra situação de perigo.

Os desenhos de pessoas que se encontram internadas em hospitais psiquiátricos, também apresentam com muita freqüência a forma circular. O que nos leva a concluir que o desenho em forma circular é a tentativa da psique humana para se organizar. Esta conclusão é também dos antropólogos que estudaram as tribos primitivas.

Parece que a nossa psique funciona de forma circular (a nível de energia). Quando queremos expressar que estamos bem, dizemos: - “estou inteiro”. Quando queremos expressar que estamos bem, dizemos: - Estou inteiro. Quando queremos expressar que não estamos bem, que estamos desorganizados, dizemos: - Estou partido, desorganizado, etc.

A expressão artística em forma circular ajuda a organização e fortalecimento da psique, além de facilitar o contato com a nossa essência ou “self”. A mandala auxilia a canalização de energias criativas.

Cor é emoção, para cada emoção existe uma expressão de cor, trabalhando com cores para se fazer a mandala, estamos trabalhando com nossas emoções.

Quando estamos fazendo uma mandala, expressamos através das cores da forma, do traçado, da maneira que pegamos o lápis, as nossas emoções e a nossa maneira de ser.

À medida que vamos desenhando, vamos nos organizando inteiramente, entrando em contato mais profundo conosco mesmo,  o que nos leva a atingir a Paz Interior.

Desta maneira, a Mandala é uma técnica de auto-terapia que nos leva a uma maior consciência de nós mesmos e do mundo que nos rodeia.

Se você está deprimido, faça uma mandala, se não melhorou, faça outra, e outra, até sentir que colocou para fora toda a sua tristeza. Até você fazer uma mandala que o deixe satisfeito. O mesmo para qualquer outro sentimento, como: raiva, ciúme, medo, etc.

A mandala não vai resolver todos os seus problemas, mas só o fato de você expressar o que está sentindo, é de grande ajuda.

 

INSTRUÇÕES PARA FAZER MANDALAS E ANOTAR SONHOS

 

Você está recebendo um bloco de desenho e uma caixa de lápis de cor. Abra o bloco e procure familiarizar-se com o papel à sua frente. Olhe para o circulo feito a lápis, no centro da folha.

Você vai ter uma espécie de conversa com este papel. Observe-o bem, mantendo a caixa de lápis de cor aberta à sua frente. Escolha um lápis de cor e desenhe com ele, no centro do circulo, uma forma qualquer.

 Agora observe a forma que você desenhou, sem analisá-la. Procure apenas senti-la. Então pinte-a, usando o lápis de cor que você quiser.

Olhe novamente a forma, que agora está mais completa e procure senti-la. Em seguida, faça uma nova forma, a partir da primeira. Pinte-a também com a cor que você escolher. Então observe-a, procurando senti-la. Não analise, apenas sinta o seu desenho. Continue assim, fazendo formas e sentindo-as, até chegar ao limite do circulo ou até ultrapassá-lo, como você quiser. O importante é que as formas cresçam do centro para a periferia do circulo ou do papel. Você é quem decide se para o círculo ou se completa toda a folha com desenhos.

Faça mandalas sempre que sentir vontade. A mandala não é um desenho de beleza ou de arte. Nem é uma forma de testar sua habilidade de desenhar. a idéia não é fazer casinhas, bichinhos, carros nem flores, é um trabalho espontâneo, totalmente espontâneo. Assim, faça-a quando estiver com vontade, agora mesmo, se quiser.

Para se lembrar dos sonhos ao acordar no dia seguinte, não se mexa: comece a lembrar o sonho ou sonhos que você teve durante a noite. Se não se lembrar de nenhum não tem importância.

Escreva os sonhos que você lembrar, seguindo as orientações abaixo:

Anotações de sonhos

Data: 

1º. sonho – titulo:

Escreva seu sonho no presente:

Sentimento:

Tema:

Questões:

Símbolos e significados:

 

Faça a mesma coisa com cada sonho.

 

INSTRUÇÕES PARA DEPOIS DE FAZER MANDALA

• Meditar sobre a mandala. Depois de já ter se deitado, coloque na sua frente e olhe fixo para ela durante um certo tempo.

• Programar o sonho. Quero sonhar com esta mandala e saber mais a respeito dela.

• No dia seguinte, quando acordar, não mexer, começar a lembrar do sonho ou sonhos.

• Escrever o sonho. Se não lembrar o sonho, não tem importância.

 

DATA

1º. SONHO

TÍTULO

ESCREVER TODO O SONHO NO PRESENTE

SENTIMENTO

TEMA

QUESTÕES

SÍMBOLOS E SIGNIFICADOS

 

2º. SONHO

Fazer outra Mandala.

Depois, fazer mandala sempre que tiver vontade.